PF intima Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula, a depor sobre caso Master

Senador é suspeito de fazer parte das fraudes financeiras envolvendo o bando de Daniel Vorcaro

21 jul 2026 - 11h14
(atualizado às 11h47)
Senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal
Senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado Federal
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

A Polícia Federal (PF) intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, a depor no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. 

A PF investiga um possível vínculo entre o senador e outros nomes ligados ao banco de Daniel Vorcaro. A oitiva, segundo o Estadão, está marcada para 7 de agosto. 

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Wagner terá que dar explicações à PF, por exemplo, sobre o pedido feito por ele ao ex-sócio do Master Augusto Lima para a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador, destinado à sua filha.

A relação de Jaques Wagner com Lima teria começado quando o senador ainda era governador da Bahia, quando houve a privatização de um supermercado estatal chamado Cesta do Povo, que depois deu origem ao Credcesta, cartão de crédito consignado que se tornou um dos principais negócios do Master.

Os investigadores também devem questioná-lo sobre a tentativa de venda de um terreno em Camaçari por R$ 15,8 milhões um dia depois do cumprimento de busca e apreensão contra o senador.

As investigações ainda apontam que Wagner teria recebido pagamentos do Master durante anos pela empresa da nora, através de um contrato de consultoria que totalizou R$ 11 milhões em recebimentos.

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Em troca dos valores recebidos, o senador do PT teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Banco Master pelo BRB e no Senado pela aprovação da “Emenda Master”, que propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs.

O Terra tenta contato com a defesa do senador. Em nota divulgada no dia da busca e apreensão da PF, a defesa de Wagner disse que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também negou atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira. 

Fonte: Portal Terra
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