O senador Rogério Marinho reiterou sua candidatura à presidência do Senado, afirmando ter mais de 40 votos. Ele criticou o presidente Lula e seu rival, Davi Alcolumbre, acusando-o de buscar apoio com verbas públicas. Marinho alertou que não hesitará em cumprir a lei contra infrações fiscais do governo, o que poderia levar a um impeachment, mas garantiu que não paralisará a gestão petista caso medidas positivas sejam enviadas ao Congresso, além de alegar aparelhamento da PF contra Flávio Bolsonaro.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) reiterou há pouco, a senadores do PL, sua intenção de concorrer à presidência do Senado. Em determinado momento, Marinho deu uma indireta ao governo Lula e disse que, sob seu comando, o Senado não seria omisso com eventuais descumprimentos da lei de responsabilidade fiscal - o que pode resultar em impeachment do presidente da República.
"Seremos um presidente que, apoio do povo, faremos cumprir a Constituição ... Se a lei de responsabilidade for descumprida, não seremos omissos, cumpriremos a lei", afirmou.
Marinho voltou a criticar Lula nominalmente e disse que o presidente é um "Robin Hood às avessas, que dá com uma mão e tira com a outra".
O parlamentar disse considerar ter mais de 40 votos hoje e criticou o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que deve tentar a reeleição com o apoio do governo e da esquerda. Marinho falou que Alcolumbre tentará captar votos "com recursos e verbas".
O senador chamou o movimento pró-Lula criado por André Janones como um "Exército de mentira". Falou, entanto, que, se eleito, não usaria o comando do Senado para barrar todas as medidas do governo Lula.
"Se Deus quiser, seremos presidente do Congresso. Respeitarei dissidência, porque somos democratas e queremos diálogo", disse. "Não seremos inconsequentes, não paralisaremos governo".
Segundo ele, se o Palácio do Planalto enviar "medidas boas", o Senado as aprovará.
Em outro momento, Marinho se emocionou ao comentar a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse, sem provas, que o "Zero Um" enfrentou uma "Polícia Federal aparelhada".