Kassab espera corte nas contas públicas para balizar apoio do PSD a Lula 4

8 nov 2026 - 17h14
Resumo
Gilberto Kassab condicionou o apoio do PSD a um eventual novo governo Lula ao compromisso com cortes de gastos públicos, embora defenda a permanência do partido na gestão e a entrega de programas sociais. O dirigente classificou as emendas parlamentares como inaceitáveis e propôs vinculá-las a projetos do Executivo. Na Câmara, a bancada do PSD já se encaminha para apoiar Hugo Motta à presidência, enquanto a definição sobre a disputa no Senado ocorrerá nos próximos dias.

O direcionamento do atual governo em relação às contas públicas deve balizar o relacionamento do PSD com Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, em entrevista ao jornal Valor Econômico. O PSD terá 43 deputados federais e quatro senadores a partir de fevereiro de 2027.

Kassab quer manter participação de seus correligionários na administração federal e acredita na legitimidade de Lula para entregar os programas sociais, mas quer compromisso com os cortes de gastos. Ainda de acordo com a reportagem, Kassab classificou como "inaceitável" o modelo das emendas parlamentares e propõe que todos esses recursos sejam vinculados aos programas do Executivo, com os R$ 60 bilhões que serão destinados pelos parlamentares no ano que vem associado a projeto aprovado nas urnas.

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Sobre a presidência da Câmara, Kassab afirmou que os deputados da legenda já encaminharam apoio à recondução de Hugo Morra (Republicanos-PB), enquanto os senadores devem definir suas posições nos próximos dias.

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