Base que votou em Flávio Bolsonaro no 2º turno está rachada depois de fuga, aponta CEO da Quaest

Pesquisa mostra que metade dos eleitores de direita considera errada a saída do senador do Brasil

8 nov 2026 - 10h40
Flávio Bolsonaro durante 2.º turno; senador foi entrevistado pelo 'The Washington Post' após fuga aos EUA
Flávio Bolsonaro durante 2.º turno; senador foi entrevistado pelo 'The Washington Post' após fuga aos EUA
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A base eleitoral que apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições está dividida sobre a decisão do senador de deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, metade dos eleitores de direita considera errada a saída do país.

Os dados fazem parte da pesquisa O Brasil depois das urnas, divulgada pela Quaest neste domingo, 8. Nunes publicou uma análise sobre a pesquisa em seu perfil no X. De acordo com o diretor da Quaest, 89% dos brasileiros souberam da ida do senador aos Estados Unidos. Entre aqueles que tiveram conhecimento do episódio, 62% avaliaram a decisão como errada, enquanto 29% consideraram a atitude correta. Outros 9% não souberam responder.

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Para Felipe Nunes, o resultado evidencia uma divisão dentro do campo da direita. A percepção sobre os motivos da viagem também revela divergências: 56% dos entrevistados acreditam que Flávio deixou o país para fugir da Justiça, enquanto 35% avaliam que ele tentou evitar uma perseguição política.

Segundo Nunes, a interpretação de que o senador seria alvo de perseguição é mais presente entre eleitores bolsonaristas. Entre os independentes, apenas um terço acredita nessa justificativa.

Eleitores desaprovam questionamento do resultado da eleição

A pesquisa também mediu a reação dos brasileiros à tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente e ao questionamento dos resultados eleitorais. Setenta por cento dos entrevistados disseram ter conhecimento do episódio, e 60% avaliaram que o senador agiu mal diante do resultado das urnas.

Além disso, 59% desaprovam o questionamento feito por Flávio sobre o processo eleitoral. Para Nunes, a rejeição está relacionada à percepção majoritária de que as eleições foram limpas e justas. Apenas um terço dos entrevistados continua considerando, como em 2022, que houve suposta fraude no resultado.

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O diretor da Quaest comparou a reação à postura de Flávio com a resposta dos brasileiros às manifestações de Jair Bolsonaro após a derrota eleitoral de 2022. Segundo ele, a avaliação negativa sobre o comportamento do senador foi ainda mais intensa do que a registrada pela pesquisa em dezembro daquele ano em relação ao ex-presidente.

Fonte: Portal Terra
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