Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar posts sobre ilha

Em postagens feitas nas redes sociais, o jogador afirma que o advogado 'tomou' a ilha; Estadão solicitou o posicionamento do advogado, mas ainda não teve resposta

29 out 2026 - 22h28
(atualizado às 23h15)
Resumo
A Justiça de Brasília rejeitou o pedido do advogado Willer Tomaz para obrigar o jogador Richarlison a deletar postagens sobre a disputa por uma ilha em Angra dos Reis (RJ). O atleta acusa Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro de se apossarem do imóvel sem pagar, após ele tê-lo adquirido em 2020 com posse validada pela Justiça. Nas redes sociais, o atleta divulgou documentos e conversas que denunciam manobras fraudulentas do grupo para assumir a propriedade.
Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar posts sobre ilha
Justiça nega pedido de Willer Tomaz para obrigar Richarlison a apagar posts sobre ilha
Foto: @richarlison via Instagram/Reprodução / Estadão

O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido do advogado Willer Tomaz e de sua empresa, a Wt Administração de Imóveis e Bens, de obrigar o jogador Richarlison a deletar publicações sobre o caso que envolve o advogado e uma ilha em Angra dos Reis (RJ).

O Estadão solicitou o posicionamento de Willer por meio de sua assessoria de imprensa, mas ainda não teve resposta. O espaço segue em aberto.

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O jogador, antes integrante da seleção brasileira, acusa o senador e candidato derrotado na eleição deste ano, Flávio Bolsonaro, e Willer de tomarem a ilha em Angra sem pagar pelo imóvel.

Richarlison fez várias postagens sobre o tema em seu Instagram. Em uma publicação feita no dia 21 de outubro, ele afirma que comprou a área na Ilha Comprida em outubro de 2020, e que a Justiça do Rio de Janeiro validou a posse.

Na legenda, ele completou: "O nosso pedido de regularização foi jogado na gaveta do Governo Federal (SPU) por 10 meses. Enquanto isso, o grupo do advogado ressuscitou uma empresa (inapta desde 2018), com sócios já falecidos, e ludibriou uma viúva de 78 anos para tomar a nossa ilha".

Richarlison também mostrou na publicação decisões judiciais, contratos e a captura de tela de uma suposta conversa com Flávio Bolsonaro, na qual pede pela devolução de seu dinheiro.

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