Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Rogério Marinho

Petição apresentada nesta quinta-feira, 29, solicita que o encontro seja marcado entre os dias 3 e 5 de novembro

29 out 2026 - 16h06
(atualizado às 16h23)
Resumo
A defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes para que o senador Rogério Marinho o visite entre 3 e 5 de novembro, onde cumpre pena de 27 anos por golpe de Estado. O pedido coincide com tensões no PL, evidenciadas após Valdemar Costa Neto visitar o ex-presidente e reprovar a carta golpista divulgada por Flávio Bolsonaro. Marinho, que articula sua candidatura à presidência do Senado, viu sua campanha perder força diante do episódio.

BRASÍLIA - A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba visita do senador Rogério Marinho (PL-RN) em casa, onde cumpre pena de 27 anos por golpe de Estado. Os advogados solicitam que a ida do parlamentar seja agendada para o período entre os dias 3 e 5 de novembro.

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Nesta quinta-feira, 29, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto foi à residência de Bolsonaro, em Brasília. Após a conversa com o ex-presidente Costa Neto afirmou não ter gostado da carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no dia anterior.

Lógico que ninguém concorda com isso. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo", declarou. "(Eu e Bolsonaro) não tocamos nesse assunto (da carta golpista). Ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso".

Flávio divulgou carta em que se diz vítima de fraude eleitoral e se declara presidente eleito do Brasil. Depois, recuou e publicou nova versão sem afirmar ter vencido o pleito.

Rogério Marinho é um dos líderes do bolsonarismo no Senado e trabalha para se viabilizar como presidente da Casa na sucessão de Davi Alcolumbre (União-AL). Com a derrota de Flávio, sua candidatura perdeu força.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão
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