O voto distrital misto é um sistema eleitoral híbrido que divide as vagas do Legislativo entre distritos geográficos e listas partidárias. O modelo ganhou espaço nas discussões do Congresso Nacional por iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Uma comissão especial deve discutir a proposta.
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Nesse formato, o eleitor tem direito a registrar dois votos na urna eletrônica: um para o parlamentar representante da respectiva seção geográfica e outro para a legenda partidária. Metade das vagas da Casa Legislativa é ocupada pelos vencedores nos distritos e a outra metade é preenchida conforme a ordem de candidatos definida pelas siglas em votação proporcional.
Motta disse à GloboNews que a alteração das regras busca impedir o avanço de grupos criminosos na administração pública.
Qual é a diferença entre o modelo misto e o distritão?
Ao contrário do modelo misto, que preserva o voto na agremiação, o distritão determina que apenas os parlamentares mais votados individualmente assumem as vagas, eliminando a distribuição proporcional entre os partidos.
Aécio Neves avaliou que "o distritão traria distorções muito grandes" ao Parlamento. Para orientar a análise das mudanças, o colégio de líderes aprovou a criação de uma comissão especial na Câmara dos Deputados, tendo como base o Projeto de Lei 9.212/2027, de autoria do ex-senador José Serra (PSDB-SP).
Qual é o cronograma de transição proposto pelos parlamentares?
Lideranças partidárias articulam uma proposta de emenda à Constituição que projeta período de transição em 2030 e implementação definitiva do sistema nas eleições gerais de 2034.
O intervalo impede modificações no pleito imediato e facilita a composição política. As tratativas envolvem representantes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos, com diálogo aberto para integrar o Partido dos Trabalhadores (PT) ao texto.