Há uma agenda de sabotagem ao licenciamento ambiental, diz Renan Santos

25 ago 2026 - 12h52
Resumo
No ABDIB Fórum 2026, o presidenciável Renan Santos (Missão) denunciou uma sabotagem ao licenciamento ambiental no Brasil, alertando que a judicialização gera insegurança jurídica e afeta investimentos em infraestrutura. O candidato defendeu a autonomia das agências reguladoras, a exploração de óleo e gás na Margem Equatorial com apoio privado, o avanço de energias renováveis e a retomada das discussões sobre grandes usinas hidrelétricas.

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira, 25, que há uma "agenda de sabotagem" ao licenciamento ambiental no País e defendeu que o próximo governo garanta o cumprimento das licenças concedidas. A declaração foi feita durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo.

Segundo Renan, a judicialização de licenças pode aumentar a insegurança jurídica e prejudicar investimentos, especialmente em setores intensivos em capital, como infraestrutura.

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"Tem que haver um trabalho do próximo presidente da República muito sério e muito pesado em fazer valer o licenciamento ambiental", afirmou.

O candidato também defendeu autonomia financeira e orçamentária para as agências reguladoras, para reduzir, segundo ele, interferências políticas sobre esses órgãos.

Ao falar sobre a matriz energética, Renan afirmou que o País precisa ampliar a exploração de óleo e gás. "O Brasil naturalmente tem que explorar um pouquinho mais na margem equatorial", disse. Ele também defendeu maior participação de empresas privadas na exploração e investimentos em energia eólica, solar e armazenamento por baterias.

Renan afirmou ainda que o Brasil precisa retomar a discussão sobre grandes projetos de geração hidrelétrica, conciliando, segundo ele, a expansão da oferta de energia com questões ambientais.

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O ABDIB Fórum Eleições 2026 é realizado em São Paulo durante toda esta terça-feira, 25. Também participam o executivo Luiz Felipe Trevisan, representante de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), representando Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À tarde, participam os candidatos ao governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

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