O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação atende a uma cobrança do presidente do STF, Edson Fachin, após a defesa pedir a revogação da medida alegando falta de indícios de crime. Segundo Gonet, os fundamentos da prisão continuam válidos. Apontado pela PF como operador financeiro do primo, Felipe é investigado por estruturar repasses e empresas a serviço de Daniel.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A defesa dele havia pedido a revogação da medida e decretação de outras medidas cautelares.
No parecer, publicado nesta sexta-feira, 6, ele disse "não haver alteração substancial no quadro fático dos investigados que anime eventual revogação da segregação, subsistindo os fundamentos que motivaram sua decretação".
A defesa se queixava da demora da PGR em se manifestar sobre o pedido. Alegava ainda não haver indícios de crime suficientes para justificar prisão preventiva. Na quinta-feira, 5, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu ao órgão que se pronunciasse.
Felipe é apontado pela Polícia federal como o responsável por operacionalizar repasses e estruturar estruturas societárias a serviço de Daniel Vorcaro.