Correção: Meta diz ao TSE que posts de Lula alcançaram 1,5x mais pessoas do que os de Flávio

6 nov 2026 - 20h04
Resumo
Em resposta ao TSE, a Meta negou favorecer a oposição na campanha eleitoral e informou que os posts de Lula no Instagram alcançaram 1,5 vez mais pessoas do que os de Flávio Bolsonaro. Em uma análise ampla entre governo e oposição, as visualizações foram equilibradas, com ligeira vantagem opositora. A empresa afirmou que não recomendou candidatos e que variações no alcance decorrem de fatores como estratégias digitais, frequência de postagens e engajamento, não de favorecimento na plataforma.

A nota publicada anteriormente continha uma imprecisão no segundo parágrafo. Segunda a Meta, as publicações de Lula alcançaram 1,5 vezes mais pessoas em todo o período de veiculação, e não apenas nas 24h após a postagem, como foi informado. Segue o texto corrigido:

A Meta apresentou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira, 6, negando o favorecimento de conteúdos ligados a Flávio Bolsonaro (PL) na campanha eleitoral deste ano. O TSE vem pedindo esclarecimentos à empresa após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar que os conteúdos favoráveis ao petista tinham menor alcance no Instagram.

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Segundo a empresa, o conteúdo publicado pelas contas da campanha de Lula no Instagram, durante o período de propaganda eleitoral, alcançou 1,5 vezes mais pessoas do que os conteúdos das contas de Flávio durante o período de veiculação. Além disso, as publicações ligadas a Lula geraram um mais impressões nas primeiras 24 horas após a postagem.

Além da comparação entre contas registradas pelas campanhas no TSE, a Meta também apresentou uma análise mais ampla de contas ligadas à base governista e à oposição. Nesses casos, sustenta a Meta, o número de pessoas que visualizaram conteúdos do governo e da oposição foi quase equivalente - as visualizações de conteúdos contra Lula foram 1,13 maiores do que as postagens favoráveis a Lula.

O levantamento agrupa, de um lado, as contas diretamente ligadas a Lula e aos deputados André Janones (Rede-MG)e Erika Hilton (Psol-SP); e de outro, as contas ligadas a Flávio, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal.

A Meta ainda ressaltou que não fez recomendações de nenhum dos candidatos aos usuários e que a maior parte do alcance das contas dos presidenciáveis no Instagram veio dos seus próprios seguidores.

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Em nota à imprensa, a Meta ainda alegou que diferenças de alcance das postagens não implicam em favorecimento. "Elas refletem uma série de fatores, como a frequência de publicação e as estratégias digitais escolhidas pelas campanhas, o tempo de visualização, as curtidas, os comentários e a concorrência com outros conteúdos", diz a empresa.

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