O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira, 6, que os "caciques dos partidos" não permitiram a escolha de uma vice mulher.
"Todas as mulheres que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado. Sem exceção. Todas elas estão participando de alguma forma dessa pré-campanha, colaborando com ideias e dando opiniões. Os principais quadros de todos os partidos vieram para nós. Não apenas quem estava sendo cogitado para vice. Quem não veio foram os caciques dos partidos", disse Flávio em entrevista ao podcast Market Makers.
Na quarta-feira, 5, Flávio anunciou a escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa à Presidência. Durante o evento, Flávio agradeceu às mulheres que iriam compor a chapa. Os nomes mais fortes eram de outros partidos, mas as tentativas de aliança do candidato naufragaram e ele acabou optando por um nome masculino do próprio PL.
Uma opção da campanha foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela manifestou disposição para integrar a chapa, mas a direção do PP decidiu manter neutralidade na disputa presidencial após consultar os diretórios estaduais do partido.
Flávio também investiu na economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao Republicanos. Ela, que deu entrevista ao Market Makers ao lado de Flávio, também aceitou a possibilidade de ser vice, mas o partido não quis formalizar aliança nacional.
Outros mulheres foram cogitados, como Michelle Bolsonaro, Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF). A presidente do Podemos, Renata Abreu (Podemos-SP), e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também estiveram no radar.
Por fim, Flávio escolheu Alfredo Gaspar. A escolha pelo deputado alagoano foi considerada um "tiro no pé" por adversários petistas, principalmente, por conta de uma acusação de estupro de vulnerável que o parlamentar enfrenta. Ele nega e repudia as acusações.
Durante a entrevista ao Market Makers, Flávio elogiou a trajetória de Alfredo Gaspar, dando enfoque a atuação na CPMI do INSS. Ele classificou como um "grande privilégio" ter o alagoano na chapa. Também disse respeitar a decisão dos "caciques".
A escolha de uma vice mulher era considerada estratégica pela campanha de Flávio, porque atrairia o voto feminino - segmento no qual o senador enfrenta resistência.