Flávio acusa Dino de ‘interferência política’ por operação da PF contra suposto desvio de emendas para 'Dark Horse'

Candidato à Presidência afirmou que sofre "perseguição" política por Lula e ministros do STF

10 set 2026 - 13h38
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação/ PL / Estadão

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), “tentativa de interferência política" nas eleições, por autorizar a operação da Polícia Federal para investigar o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares para o financiamento do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Foram alvos da ação de busca e apreensão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora de Dark Horse Karina Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda, entre outros investigados. No total, estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação não tem mandados de prisão.

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"Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. Pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, que não tem nada. O que tem, claramente, é uma tentativa de interferência na política, mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual o fundamento dessa operação? Político”, declarou o filho de Bolsonaro durante uma evento em Boa Vista, em Roraima. 

Flávio ainda afirmou que “está tranquilo” com relação ao financiamento do longa e falou mais uma vez em “perseguição” política por parte dos ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Lula já abandonou a campanha política, agora ele está contando com os seus amigos do Supremo para tentar levar no tapetão”. 

Entenda operação

As ordens judiciais foram expedidas por Dino um dia após o magistrado ter protagonizado mais um capítulo da crise na Corte, ao derrubar a decisão do colega André Mendonça sobre o afastamento do diretor da PF, Andrei Rodrigues.

O argumento de Dino é de que as investigações do caso Dark Horse, entre outras, seriam prejudicadas com a ordem de Mendonça. Após a operação, o ministro quebrou o sigilo da ação que envolve o filme Dark Horse.

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A investigação apura possíveis crimes envolvendo desvio de recursos públicos federais, fraude em procedimentos de contratação, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, foram identificadas movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e tentativas de ocultação dos desvios que perduraram até julho deste ano.

"Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC", diz outro trecho do documento.

Em Dark Horse, Frias exerce o papel de roteirista e produtor-executivo. O filme produzido por Karina Gama tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal. 

Em maio, o Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o longa-metragem. De acordo com a apuração, Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões no ano passado para a produção do filme.

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Fonte: Portal Terra
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