Fachin foi alertado para risco de suspensão, mas mantém sessão aberta de investigação contra Moraes

Presidente do STF deve anunciar hoje rito para julgamento agendado para terça-feira, 15, sobre a investigação contra o ministro do STF após as revelações da relação dele com o dono do Master

11 set 2026 - 09h52
(atualizado às 09h56)
Resumo
O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu manter aberta e presencial a sessão que julgará o pedido de André Mendonça para investigar Alexandre de Moraes por ligações suspeitas com um banqueiro. Apesar dos alertas de colegas sobre o risco de pedidos de vista suspenderem a decisão, Fachin definirá o rito do julgamento. Aliados de Moraes pressionam pelo arquivamento imediato da ação e cobram que o plenário também analise um pedido de investigação contra Mendonça por suposta perseguição política.

BRASÍLIA - Após conversar com todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente, Edson Fachin, deve anunciar um rito para a sessão agendada para terça-feira, 15. Está na pauta o pedido de André Mendonça para que Alexandre de Moraes seja investigado por ter mantido ligação suspeita com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin ouviu dos colegas que há risco de um pedido de vista impedir que a decisão seja tomada. Ainda assim, disse a interlocutores que manterá a sessão da forma como foi prevista inicialmente: pública e em plenário físico. O pedido de Mendonça para que o plenário decida sobre investigação contra Moraes veio após o Estadão revelar detalhes das conversas entre o ministro e o banqueiro.

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A partir das conversas com ministros da Corte, Fachin vai definir detalhes da sessão - por exemplo, se Moraes terá direito de se defender e se poderá ser acompanhado de um advogado.

O presidente do STF, Edson Fachin, deve divulgar um rito para a sessão que discutirá o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes
O presidente do STF, Edson Fachin, deve divulgar um rito para a sessão que discutirá o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Também ainda será definido se a discussão será iniciada por aspectos formais do caso. O grupo ligado a Moraes defende que haja arquivamento logo no início da sessão, porque Mendonça não poderia ter pedido para a Polícia Federal apurar fatos sobre um ministro sem antes ter submetido isso ao plenário.

Para esses ministros, o ideal é que, na mesma sessão, o plenário também tratasse do pedido feito por Moraes para que Mendonça seja investigado. Segundo Moraes, o relator das investigações sobre o Banco Master teria agido de forma persecutória e política ao pedir a apuração para a PF.

Ontem, Fachin cancelou a sessão de julgamentos no plenário e teve reuniões individuais o dia inteiro com ministros do tribunal e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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