O vereador de Erick Denil fez duras críticas à família Bolsonaro durante entrevista ao programa Raio X desta quinta-feira (14). Ao comentar o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, o parlamentar afirmou que "a família Bolsonaro com o Vorcaro são quadrilheiros" e alegou que o grupo estaria "juntando dinheiro para a campanha". Erick Denil também avaliou que uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência seria positiva para a esquerda, por considerar que o senador "repete o modelo vencido em 2022". Segundo ele, nem mesmo a direita teria consenso sobre a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a entrevista, Erick Denil também comentou o cenário democrático brasileiro e saiu em defesa do sistema eleitoral. O vereador afirmou que, apesar das falhas existentes na democracia do país, as urnas eletrônicas são seguras e garantem a manifestação política tanto da direita quanto da esquerda. "Nenhum país tem o direito de interferir em outro país. O brasileiro precisa decidir por si mesmo", declarou o parlamentar ao abordar debates sobre soberania nacional e disputas políticas internacionais.
O vereador ainda falou sobre política internacional e criticou ações dos Estados Unidos em relação à Venezuela. Segundo Erick Denil, o interesse norte-americano no país estaria ligado às reservas de petróleo venezuelanas. Apesar disso, ele ponderou que não concorda integralmente com o governo de Nicolás Maduro e reconheceu episódios de repressão a manifestantes. Para o parlamentar, cabe à própria população venezuelana decidir os rumos políticos do país, sem interferência externa.
Na área econômica, Erick Denil defendeu que determinados setores estratégicos permaneçam sob controle estatal. O vereador citou energia elétrica, água e petróleo como áreas "inegociáveis" para privatização, argumentando que serviços essenciais não podem depender exclusivamente da iniciativa privada. Ele também afirmou que o Brasil "ainda não conhece um capitalismo desenvolvido", criticando as altas taxas de juros e a influência de bancos internacionais sobre a economia nacional, o que, segundo ele, comprometeria investimentos em áreas como saúde e educação.