Eduardo Bolsonaro: Weintraub ajuda na "revolução cultural"

Ministro da Educação participou de quadro no Youtube com o deputado federal e voltou a minimizar problemas durante a correção do Enem

29 fev 2020 - 22h34
(atualizado em 1/3/2020 às 08h22)

BRASÍLIA — O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é um dos que mais ajudam o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. E não apenas como chefe da pasta, mas na "revolução cultural" que identifica em curso no Brasil. O Zero Três divulgou em seu canal no YouTube, neste sábado, 29, o vídeo de uma conversa que gravou com o ministro.

"É um dos ministros que mais ajudam o governo, não só na pasta, onde ele é o chefe, mas também ajudando nessa revolução cultural, nesse momento em que o Brasil está passando, de quebrar a hegemonia da esquerda, também dentro das universidades, dentro da internet, aqueles lugares que eles dominam e não permitem nenhum tipo de debate", afirmou o parlamentar.

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante evento da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em Brasília.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante evento da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, em Brasília.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Os erros na correção de provas do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ampliaram a pressão sobre Weintraub. Criticado por líderes do Congresso e alvo de um pedido de impeachment apresentado por parlamentares, ele teve a demissão cogitada, mas o presidente não o removeu do cargo. Na conversa amistosa com Eduardo, Weintraub se refere ao filho de Bolsonaro como "Duda" e como alguém que "luta como um leão" no Congresso. O parlamentar chama o ministro de "Ab, meu amigo".

Ao ser perguntado sobre o projeto de desenvolver escolas cívico-militares no País, Weintraub aproveitou para definir o que considera aspirações das pessoas identificadas como de direita. Segundo ele, podem ser classificadas dessa maneira quem sonha se reunir com os filhos no Natal, vê-los empregados, sem dívida e imunes à violência.

"O que você imagina para o seu futuro? Você consegue se ver velho, com seus filhos bem criados, estudaram numa boa escola cívico-militar, com segurança, se casaram, têm um ofício, têm renda, todos eles com uma casa, um carro, dinheiro, sem problema de conta atrasada? Eles vieram te visitar na ceia de Natal, tem uma árvore de Natal bonita com os presentes embaixo. Você está com uma mesa farta com os filhos, os netos em volta brincando. Ele pararam o carro na rua e, quando saíram, nenhum vidro foi quebrado porque não tem maconheiro para roubar nada. Se você sonha com isso, novidade: você é de direita."

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Ao tratarem do projeto das escolas cívico-militares, ambos aproveitaram para alfinetar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O tucano não aderiu à iniciativa alegando que o Ministério da Educação não ofereceu detalhes solicitados sobre o programa. "O de São Paulo ficou de fora. Daí falou: 'é, perdemos, não entendemos direito'", comentou o ministro. "Todos os governadores entenderam. O de São Paulo não entendeu", completou Eduardo.

Abraham Weintraub foi convidado para o quadro "O Brasil Precisa Saber", por meio do qual Eduardo convida autoridades e personalidades para um contraponto à "era das fake news da grande mídia". Os vídeos, de acordo com o filho do presidente, servem para transmitir "a verdade" e a "verdadeira revolução que vem ocorrendo" no País.

No vídeo, Weintraub voltou a minimizar os problemas com o Enem e a negar prejuízos aos participantes. "Esse último Enem continua sendo o melhor Enem de todos os tempos. Não foi perfeito, mas traga outro Enem que tenha sido melhor que esse em termos de custo, de qualidade das questões", disse.

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