O presidente do STF, Edson Fachin, deu 15 dias para a PGR se manifestar sobre o indiciamento de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de outras 14 pessoas, incluindo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Preso desde março, Vorcaro é investigado pela PF por fraudes financeiras de R$ 12,2 bilhões contra o BRB, além de lavagem de dinheiro e corrupção. A PF ainda analisa laudos periciais para concluir as apurações sobre o esquema, que envolvia a emissão e venda de títulos falsos ao banco.
A matéria enviada anteriormente continha incorreção no título e no texto. A relatoria do caso é do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e não de André Mendonça, como informado anteriormente. Segue texto corrigido e ampliado:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o indiciamento do dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
No despacho, publicado nesta quarta-feira, 4, ele afirma que os relatórios da Polícia Federal estão parcialmente concluídos. Diz ainda que investigadores pediram prazo adicional para examinar laudos periciais em elaboração. O processo, segundo ele, é necessário para "verificação da materialidade dos fatos, à reconstrução dos fluxos financeiros e à adequada individualização de conduta".
Vorcaro está preso desde março enquanto é investigado por fraude contra o sistema financeiro nacional na emissão de títulos falsos. Ele é acusado de transferir R$ 12,2 bilhões em carteiras de ativos inexistentes para o Banco de Brasília (BRB).
A PF o enquadrou em tipos penais como corrupção ativa, gestão fraudulenta, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Sua defesa alega violação de direitos devido à demora no indiciamento e na manutenção de sua prisão preventiva.
Além do banqueiro, foram indiciados outras 14 pessoas, dentre as quais estão o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O banco do governo do Distrito Federal chegou a anunciar a compra do Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central, que liquidou a instituição financeira de Vorcaro.
O banqueiro adquiriu R$ 146,5 milhões e os ofereceu a Costa com o objetivo de ter seus desejos atendidos junto ao BRB. Os executivos do Master Augusto Lima, Luiz Antônio Bull e Alberto Felix também foram indiciados.