Comunidade paga criada por Zambelli para se manter na Itália é cancelada

Segundo a ex-deputada, plataforma derrubou o grupo no qual era cobrado assinatura com mensalidade de R$50 de participantes

4 nov 2026 - 18h46
Resumo
A comunidade paga criada por Carla Zambelli para se manter na Itália foi cancelada por usar uma plataforma brasileira, resultando no reembolso dos assinantes. Com contas bloqueadas e na lista da Interpol, a ex-deputada lançou uma vaquinha internacional para bancar custos advocatícios e sua permanência no exterior. Condenada no Brasil por ataque hacker ao CNJ e perseguição armada a um jornalista, a parlamentar foragida aguarda a decisão da justiça italiana sobre sua extradição ainda este mês.

A comunidade paga criada por Carla Zambelli para financiar sua continuidade na Itália foi cancelada. A ex-deputada comunicou a queda da página em suas redes sociais na noite da última terça-feira,3, e os participantes tiveram seu dinheiro reembolsado.

Comunidade paga criada por Zambelli para se manter na Itália é cancelada. FOTO: Felipe Rau/Estadão
Comunidade paga criada por Zambelli para se manter na Itália é cancelada. FOTO: Felipe Rau/Estadão
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

A comunidade paga foi criada nesta semana e cobrava R$50 mensais para a participação. Zambelli fez uma postagem anunciando que disponibilizaria conteúdos exclusivos, histórias e bastidores, além de vídeos ao vivo e convidados para tratar de assuntos para os assinantes. Os participantes foram reembolsados após o cancelamento, afirmou.

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Segundo ela, a comunidade foi encerrada pois a plataforma utilizada era brasileira. Depois, Zambelli anunciou o link de uma vaquinha, feita em um site internacional. "Eu já fiz uma vaquinha lá. O valor que eu recebi foi direto para o advogado Pieremilio Sammarco, que está me ajudando aqui na Itália", disse na postagem feita na noite de terça-feira, 3.

Ela alega que está impossibilitada de trabalhar, já que suas contas bancárias estão bloqueadas e ela não pode abrir novas contas, mesmo que no exterior. "É uma forma de eu conseguir me manter até que a gente consiga pelo menos derrubar o pedido na Interpol", disse sobre a vaquinha.

A ex-deputada entrou na lista de difusão vermelha da Interpol em junho do ano passado. Zambelli é brasileira com cidadania italiana e fugiu para o país em maio de 2025, quando chegou a ser presa.

No Brasil, ela foi condenada em dois casos: por coordenar um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por perseguir a mão armada um jornalista na época das eleições de 2022.

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Em outubro, a justiça italiana adiou para o fim deste mês o julgamento sobre sua extradição, relativo à condenação por perseguição ao jornalista.

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