O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira, 18, que, caso seja eleito, os gastos do governo federal ficarão limitados a um patamar de 40% a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). "O Estado brasileiro não pode continuar gastando como está, porque é o gasto do governo que faz a taxa de juros subir. (...) É uma emenda à Constituição, que encaminharei no primeiro dia, dizendo que o meu gasto está limitado a 50% - ou 40%, nós não terminamos ainda a conta - do PIB", declarou o ex-governador de Goiás, durante o evento "Encontro com Presidenciáveis - Diálogo pelo Futuro do Brasil", promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.
Caiado comentou ainda sobre a proposta defendida pela Unecs de desonerar o primeiro salário mínimo pago a trabalhadores, com custo fiscal estimado pela entidade em R$ 130 bilhões: "Acho que a proposta que vocês querem ouvir é se eu vou dar conta de conter as despesas do Brasil para baixar os juros primeiro."
Também participaram do evento os candidatos Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, enviou o seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), sob a alegação de "agendas em Minas Gerais e o tempo de deslocamento para a capital federal".
Convidados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) não compareceram.