BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não vai ao debate promovido pela Band em parceria com o Estadão neste domingo, 23, dizem aliados que integram a campanha do petista.
Lula e outros membros da equipe reclamam especialmente do convite aos candidatos Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). A legislação eleitoral não obriga que os dois sejam convidados.
Segundo as regras, é obrigatório convidar para o debate os candidatos de partidos que têm pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional - esse cálculo é feito a partir dos parlamentares eleitos em 2022. A migração de parlamentares durante a janela eleitoral é desconsiderada nesse cálculo.
A decisão pela ausência representa uma mudança de postura do presidente em relação a 2022. Naquele ano, Lula ameaçou faltar aos debates - a campanha dele pediu para que veículos jornalísticos se reunissem num "pool" como uma das condições para que ele participasse. No entanto, fora do Palácio do Planalto, participou do evento na Band, emissora que tradicionalmente inaugura a temporada de debates eleitorais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na disputa presidencial, também pode ser outra ausência. Na semana passada, Flávio condicionou sua ida a debates à participação do petista. Também foram convidados os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
No sábado, Lula chegou a desautorizar integrantes da campanha a confirmar a presença ou ausência dele no debate da Band, e disse que tomaria essa decisão ao longo da semana.
O Estadão firmou parceria com a Band neste ano para a realização dos debates presidenciais. Espectadores poderão acompanhar o debate ao vivo por meio de todas as plataformas digitais do Estadão e pela Band, na televisão. Também participam da iniciativa um pool de veículos de imprensa, composto pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além do YouTube.