O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira, 18, a retomada do Brasil enquanto referência na cobertura vacinal. O ex-governador de Goiás, que é médico, apresentou propostas para área da saúde na sede do PSD, em São Paulo.
"O Brasil já foi referência à imunização. O Brasil já foi um país que era usado como aquele que conseguiu debelar todas as doenças virais numa capacidade de atingir quase 90% da população com cobertura vacinal. Hoje nós estamos vivendo sérios problemas em relação a isso", afirmou o candidato em encontro que foi transmitido ao vivo no YouTube.
Se eleito, Caiado promete uma campanha ao lado do Ministério da Saúde para que a população "volte a respeitar a carteira vacinal do aluno".
Na visão do ex-governador, a ausência do governante em debates sobre vacina abre brecha para o fortalecimento das "teses mais malucas do mundo".
O plano de governo apresentado pela campanha traz o tema como uma das 15 ações da área da saúde. O documento defende recuperar "a cultura vacinal" e preservar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com meta de atingir e sustentar ao menos 95% de cobertura nas vacinas prioritárias até 2030.
Entre as medidas listadas está a busca ativa de pessoas com vacinação atrasada, a aplicação de vacinas em escolas e a integração do registro de vacinação ao prontuário eletrônico, para identificar em tempo real regiões com baixa cobertura.
O texto também prevê fortalecer a produção nacional de vacinas e imunobiológicos, com o Instituto Butantan e a Fiocruz como "âncoras" de uma estratégia de menor dependência externa.
A proposta de vacinação está enquadrada, no plano, dentro da reorientação mais ampla do Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção: o documento propõe substituir a lógica de tratar doenças já instaladas por um modelo de identificação precoce de riscos, com atenção primária fortalecida e acompanhamento contínuo de pacientes crônicos.
Caiado defende transformar o SUS em um sistema digital e interoperável, com prontuário eletrônico único integrando atenção primária, hospitais, laboratórios e farmácias. A proposta prevê um aplicativo nacional para o cidadão acompanhar vacinas, exames, consultas e posição em filas, além de centrais de comando para gerir leitos e vagas ociosas em tempo real. O documento também prevê modernizar hospitais estratégicos com gestão digital e uso de inteligência artificial como apoio à decisão clínica, "com validação, transparência, supervisão profissional e auditoria".