Benedito Gonçalves toma posse como corregedor nacional de Justiça

25 ago 2026 - 18h34
Resumo
O ministro Benedito Gonçalves (STJ) tomou posse como corregedor nacional de Justiça para o biênio 2026-2028, sucedendo Mauro Campbell Marques. Em seu discurso no CNJ, defendeu maior eficiência no Judiciário, o foco na prevenção de disfunções e o papel insubstituível da presença humana frente à tecnologia. O evento contou com autoridades como Edson Fachin, presidente do STF, que elogiou a firmeza e discrição do magistrado, relembrando sua atuação no TSE ao relatar a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomou posse nesta terça-feira, 25, como corregedor nacional de Justiça para o biênio 2026-2028. Ele substitui no cargo o ministro Mauro Campbell Marques, que assumiu a vice-presidência do STJ na semana passada. A indicação de Gonçalves à corregedoria foi aprovada pelo Senado em junho com 53 votos favoráveis e 16 contrários.

Em seu discurso, Gonçalves destacou as dimensões da Justiça brasileira e a necessidade de prevenir disfunções e tornar o Judiciário mais eficiente. Também ressaltou que a tecnologia "nunca poderá substituir a presença pessoal e afastar o juiz da realidade local".

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"Orientar antes de sancionar e prevenir antes de reprimir não significa tolerar descumprimentos injustificados dos deveres funcionais. Significa agir com método, proporcionalidade e segurança jurídica", afirmou.

A cerimônia de posse foi realizada no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a presença dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também compareceram os ministros Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques.

Ao discursar, Fachin lembrou a atuação de Gonçalves como corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Ele ocupou o cargo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde relatou ação que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder político nas eleições de 2022.

"Sua Excelência fez como devem agir os magistrados, por meio dos autos, da discrição, da serenidade e da firmeza, olhando as provas à luz da Constituição e da lei. Um exemplo", exaltou o presidente do Supremo e do CNJ.

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