Augusto Cury anuncia ex-deputado federal Júlio Delgado como vice na chapa presidencial do Avante

Parlamentar mineiro foi escalado para negociar reformas como fim do mandato vitalício no STF

5 ago 2026 - 18h50
(atualizado às 18h52)

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) anunciou nesta quarta-feira, 5, o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante) como vice na chapa. O anúncio foi feito em carta à nação divulgada pelo escritor e psiquiatra que estreia nas urnas nesta eleição.

Publicidade

"Tenho a honra de anunciar Júlio Delgado como meu companheiro de chapa à disputa presidencial. Deputado federal por seis mandatos, um parlamentar exemplar e um mineiro muito querido, que construiu sua trajetória no alto clero do Congresso Nacional, sempre protagonista, com reputação ilibada, combativo na defesa da ética pública e contra a corrupção", disse Cury na carta.

A chapa do Avante à Presidência: o escritor Augusto Cury e o ex-deputado federal Júlio Delgado
A chapa do Avante à Presidência: o escritor Augusto Cury e o ex-deputado federal Júlio Delgado
Foto: Divulgação/Avante / Estadão

Cury afirmou que confiará a Delgado a condução das negociações de três reformas. O primeiro projeto é a mudança do regime presidencialista para o semipresidencialista.

"Exceto os EUA, praticamente nenhuma democracia se desenvolveu concentrando poderes em um presidente, como no Brasil", afirmou o candidato. Ele defende a escolha de um primeiro-ministro pela maioria dos parlamentares. Este cargo ficaria responsável pela administração pública, enquanto o presidente fica com a "condução estratégica da política interna e externa" e no comando das Forças Armadas.

"Se o primeiro ministro for corrupto ou ineficiente, o congresso o destitui sem traumas nacionais! Será a era de ouro da gestão pública!", defende Cury.

Publicidade

A segunda reforma seria no Supremo Tribunal Federal (STF). O mandato passaria a ser de oito anos. Os ministros precisariam ter ao menos 50 anos e não poderiam estar filiados a partidos nos cinco anos anteriores à indicação. A Corte seria reduzida a nove integrantes: seis magistrados de carreira, dois membros do Ministério Público e um advogado. Um terço das vagas seria reservado a mulheres.

Cury propõe a criação de um "superministro". A pasta das Relações Exteriores se transformaria em uma Secretaria de Estado, nos moldes dos Estados Unidos. O novo cargo teria poder para reformular embaixadas e atuar na mediação de conflitos internacionais.

"Vender o Brasil 'grande', como supermercado do mundo com alto valor agregado, e não como fazenda do mundo, não vender terras raras in natura, mas 'vender' fábricas no Brasil para processa-las!", diz a carta.

No texto, Augusto Cury afirma que recebeu aval do presidente do partido, Luís Tibé, para fazer um "pacto nacional" em torno de seu projeto para o governo.

Publicidade

"Bem vindos a Era de Ouro da gestão pública, a era de ouro da harmonia dos Três Poderes, a Era de Ouro do Brasil no tabuleiro das nações. O Brasil nunca mais será o mesmo", finaliza Augusto Cury.

A candidatura do escritor foi oficializada na última segunda-feira, 3, na convenção do Avante na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se