Taboão da Serra (SP) e Brasília - O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), participou neste sábado, 8, de evento de campanha ao lado do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e apoiadores do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Boulos adotou o discurso do "nós contra eles", apontando que a corrida eleitoral será entre quem defende a soberania nacional, a moradia digna, as mulheres e quem não defende.
"Temos uma batalha entre a defesa do Brasil e aqueles que querem o Brasil ajoelhado para potências estrangeiras", afirmou, no palco.
Junto aos apoiadores, Boulos se referiu ao MTST como sua casa. "É aqui que eu volto nos momentos difíceis", afirmou, comparando o movimento ao "chão da fábrica" e ao sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), que foram o ponto de partida da carreira política de Lula.
Sem citar nomes, Boulos também fez críticas a ex-aliados e adversários políticos. O ministro se referiu ao ex-presidente Michel Temer como o "cara que deu golpe e acabou com o Minha Casa Minha Vida" - o que despertou a mobilização do MTST no período.
No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, Boulos o chamou de "coisa-ruim" e o responsabilizou pela interrupção da produção de moradias para pessoas de menor renda do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Vale lembrar que, naquela época, havia moradias contratadas no governo de Dilma Rousseff (PT), mas paralisadas por falta de verba no orçamento público.
Do palco, Boulos anunciou projetos recém-selecionados pelo MCMV em cidades da região metropolitana - Itapecerica, Embu, Santo André, Osasco, Diadema, Guarulhos, dentre outros - que eram aguardados pelo movimento sem-teto. "São centenas de famílias que terão o sonho da casa própria realizado", disse Boulos, ex-líder do MTST.
Olhando para Lula, Boulos disse que o presidente foi perseguido pelas mídias, pelas elites e preso, "mas nunca tentou dar uma de ferreiro para cortar tornozeleira".