A Polícia Federal deflagrou a Operação Helvetia em Pernambuco para desarticular um esquema de tráfico internacional de mulheres para exploração sexual na Suíça. Vítimas eram aliciadas com falsas promessas de emprego e submetidas a ameaças e extorsão. Foram cumpridos três mandados de busca e determinado o bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens. O grupo é investigado por organização criminosa, lavagem de capitais e tráfico de pessoas, com penas que podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Helvetia, que investiga a atuação de um suposto grupo criminoso suspeito de aliciar mulheres no Brasil e enviá-las à Suíça para fins de exploração sexual.
A investigação também apura a possível ocultação e dissimulação do dinheiro obtido com a atividade ilegal.
Durante a operação, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Limoeiro e Paudalho, em Pernambuco. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens e ativos financeiros que ultrapassam R$ 1 milhão.
As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco.
Mulheres eram atraídas com falsas promessas de trabalho
De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, as mulheres seriam aliciadas no Brasil por meio de promessas de oportunidades de emprego no exterior.
No entanto, após chegarem à Suíça, as vítimas teriam sido submetidas a pressões psicológicas, ameaças e exploração sexual.
A investigação aponta ainda que elas seriam obrigadas a enviar periodicamente ao Brasil uma parte significativa dos valores obtidos com a atividade.
Investigação apura três crimes
A Polícia Federal investiga, em tese, a prática de três crimes: tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, organização criminosa e lavagem de capitais.
As apurações continuam e não está descartada a identificação de outras possíveis infrações penais durante o andamento das diligências.
O nome da operação, Helvetia, faz referência à Suíça, país que seria o destino das mulheres aliciadas pelo grupo investigado.
Os crimes apurados podem resultar em penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de reclusão, conforme o enquadramento penal das condutas.