PF investiga advogados por desviar R$ 100 milhões de 30 mil clientes no RS

Policiais federais cumprem oito mandados de busca em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência; organização criminosa pode ter desviado R$ 100 milhões em ações contra empresa de telefonia

21 fev 2014 - 09h53
(atualizado às 15h58)
<p>Advogados e contadores teriam lesado cerca de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul em mais de R$ 100 milhões</p>
Advogados e contadores teriam lesado cerca de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul em mais de R$ 100 milhões
Foto: PF / Divulgação

A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, desencadeou na manhã desta sexta-feira a Operação Carmelina, com o objetivo de desarticular organização criminosa formada principalmente por advogados e contadores que pode ter lesado mais de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul em valores que superariam R$ 100 milhões.

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Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência, nos municípios gaúchos de Passo Fundo e Bento Gonçalves, além de um mandado de prisão preventiva. Um dos casos de fraude é o do advogado Mauricio Dal Agnol, que teria se apropriado de R$ 1,6 milhão proveniente de indenizações de clientes em processos judiciais, segundo denúncia do Ministério Público.

A investigação iniciou há dois anos por representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF). Foi apurado que uma renomada banca de advogados, com sede principal em Passo Fundo, captava clientes e ajuizava ações contra uma empresa de telefonia. As ações eram julgadas procedentes e o valor recebido não era repassado aos clientes ou era pago em quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação.

Mauricio Dal Agnol, suspeito de liderar os desvios em Passo Fundo, é proprietário de um avião a jato
Foto: PF / Divulgação

O líder da organização criminosa, que há 15 anos possuía patrimônio modesto, hoje é proprietário de centenas de imóveis, avião a jato, automóveis de luxo e milhões de reais em contas bancárias.

“Carmelina” é o nome de uma senhora, lesada pelo grupo, que faleceu em decorrência de um câncer. Ela poderia ter um tratamento mais adequado se tivesse recebido a quantia aproximada de R$ 100 mil a que teria direito, conforme a Polícia Federal - valor que os criminosos nunca lhe repassaram.

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Pessoas que possam ter sido vítimas do grupo podem enviar informações para Polícia Federal através do e-mail dpf.cm.pfo.srrs@dpf.gov.br.

Fonte: Terra
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