Durante debate, Flávio Bolsonaro fez um mea-culpa ao admitir que a saúde não foi o melhor momento do governo do pai na pandemia, embora afirme que ele deu o seu melhor. O senador propôs modernizar o SUS com padrões privados, convidando Cláudio Lothenberg para o ministério e criando um prontuário eletrônico por CPF. Em contrapartida, Lula relembrou as mais de 700 mil mortes por Covid-19, criticou a gestão sanitária anterior e questionou se a proposta visa privatizar a saúde pública.
No debate promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, ao falar sobre a pandemia de Covid-19, Flávio Bolsonaro afirmou que aquele não foi o melhor momento do governo de seu pai, Jair Bolsonaro. O parlamentar respondeu a um questionamento feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a condução médica na crise sanitária. Lula citou o uso de medicamentos ineficazes, o desdém diante da falta de oxigênio em hospitais, além da morte de mais de 700 mil brasileiros.
O senador admitiu dificuldades diante do cenário nunca antes visto. "De fato a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado durante o governo do presidente Bolsonaro. Eu faço aqui essa mea-culpa. Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, uma coisa nova, que ninguém sabia direito como enfrentar, mas o Bolsonaro deu o seu melhor."
Saúde em uma possível gestão de Flávio Bolsonaro
O candidato afirmou que convidou Cláudio Lothenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para assumir o Ministério da Saúde em uma eventual gestão. Segundo o senador, o objetivo é implementar o padrão de atendimento da rede privada na saúde pública. Ele afirma que, assim, será possível garantir consultas com hora marcada, exames ágeis e uso de alta tecnologia.
Além disso, ainda na área da Saúde, Flávio Bolsonaro propõe a criação de um Prontuário Único Eletrônico baseado no número do CPF de cada cidadão. Assim será possível obter diagnósticos rápidos por telemedicina em situações de emergência.
Lula rebate: "Quer privatizar o SUS?"
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou se o parlamentar quer privatizar o SUS. Lula pontuou que só faz esse tipo de declaração "quem não entende de saúde e nunca usou a rede pública".
"Eles tiveram uma experiência de quatro anos e foi o maior desastre da história desse país. 726 mil pessoas morreram por irresponsabilidade do governo. Poderia ter evitado metade da morte se ouvisse a ciência, se acreditasse na ciência. Eles não acreditaram", afirmou Lula.
"Eu acho que eu entendi que ele falou que vai colocar o Einstein dentro do SUS. Será que ele quer privatizar o SUS? É isso que eu entendi?", questionou o petista.
* Em atualização