O governo brasileiro manifestou, em nota divulgada nesta quarta-feira, "profunda discordância" com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos de países -- o Brasil entre eles -- sob alegação de que teriam sido produzidos sob regime de trabalho forçado.
"O governo brasileiro manifesta profunda discordância com a conclusão preliminar anunciada ontem pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 sobre proibições de importação relacionadas ao trabalho forçado penalizando indiscriminadamente 59 países e a União Europeia", diz a nota à imprensa.
O governo dos EUA propôs, na terça-feira, a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.
A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês) é a mais recente conclusão de uma investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, a ser divulgada no momento em que o governo de Donald Trump busca restabelecer suas tarifas de emergência, que foram anuladas por uma decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro.
Na nota divulgada nesta quarta-feira, o governo brasileiro também reafirmou sua expectativa de que "as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas e reitera que adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros".