Governo manifesta "profunda discordância" com imposição de tarifas dos EUA sob alegação de trabalho forçado

3 jun 2026 - 16h00

O governo brasileiro ‌manifestou, em nota divulgada nesta quarta-feira, "profunda discordância" com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas a produtos de países -- o Brasil entre eles -- sob alegação de que ⁠teriam sido produzidos sob regime de trabalho ‌forçado.

"O governo brasileiro manifesta profunda discordância com a conclusão preliminar anunciada ontem ‌pelo USTR relativa à investigação ‌da Seção 301 sobre proibições de ⁠importação relacionadas ao trabalho forçado penalizando indiscriminadamente 59 países e a União Europeia", diz a nota à imprensa.

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O governo dos EUA propôs, na terça-feira, a imposição de tarifas ‌adicionais de 10% ou 12,5% sobre as ‌importações de ⁠60 economias, ⁠incluindo o Brasil, após determinar que suas falhas em ⁠coibir o ‌comércio de produtos ‌fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do Escritório de Comércio dos EUA (USTR na ⁠sigla em inglês) é a mais recente conclusão de uma investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, a ser divulgada no momento ‌em que o governo de Donald Trump busca restabelecer suas tarifas de emergência, que ⁠foram anuladas por uma decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro.

Na nota divulgada nesta quarta-feira, o governo brasileiro também reafirmou sua expectativa de que "as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas e reitera que adotará medidas para reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros".

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