Vídeos mostram mulher sendo socorrida após passar mal durante aula de natação em academia de SP

Imagens do circuito interno registram alunos sendo retirados da água. Uma das vítimas precisa de ajuda para caminhar até a saída

10 fev 2026 - 11h56

Câmeras de monitoramento da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, mostram o momento em que alguns alunos, entre eles a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passando mal durante uma aula de natação.

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Outras imagens do circuito interno do local registraram a vítima, um minuto depois, sentanda no chão de uma área comum da academia e sendo socorrida por funcionários e alunos. Um homem a ergue e serve de apoio para a mulher, que demonstra estar fragilizada e sem forças para caminhar sozinha.

Mulher é socorrida em academia após passar mal durante aula de natação na zona leste de São Paulo.
Mulher é socorrida em academia após passar mal durante aula de natação na zona leste de São Paulo.
Foto: Câmeras de segurança/Reprodução / Estadão

É possível ver também que o local passa a ser aparentemente evacuado, com uma série de pessoas deixando a academia e passando pelas catracas de saída da academia.

O caso aconteceu no último sábado, 7, na unidade da C4 Gym localizada em São Lucas. Juliana precisou ser hospitalizada, mas não resistiu. Seu marido, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, e que também participou da atividade, está internado e seu quadro é considerado grave. Ao menos outros cinco alunos também sentiram mal-estar depois de entrarem em contato com a água.

Em nota, a direção da Academia C4 GYM disse lamentar profundamente o ocorrido e afirma ter prestado apoio às vítimas. Contudo, conforme o delegado que investiga o caso, Alexandre Bento, os responsáveis pela unidade ainda não prestaram depoimento à polícia.

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O caso foi registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde no 6º DP (Santo André) e está sendo investigado pelo 42º DP (Parque São Lucas). A principal suspeita é de que, ao entrar em contato com a água, os produtos podem ter provocado uma reação química, liberando gases tóxicos que podem ter causado lesões nas vias aéreas dos alunos.

Por esse motivo, a Polícia Civil apreendeu uma série de produtos usados para a manutenção da piscina e a perícia apura se houve erro na dosagem dos elementos ou o uso de substâncias irregulares para o tratamento da água.

Depois do episódio, a unidade da rede C4 Gym do Parque São Lucas, onde o caso aconteceu, foi interditada. A subprefeitura de Vila Prudente informou que barrou o estabelecimento devido a uma "situação precária de segurança". Segundo nota, a interdição também ocorreu em razão da ausência de Auto de Licença de Funcionamento e de irregularidades relacionadas aos CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço.

Imagens captam mistura de produtos seguida por socorro

Como mostrou o Estadão, outras câmeras de monitoramento registraram o momento em que que um funcionário faz uma mistura de produtos químicos na academia.

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De acordo com os registros, o homem aparece em uma área anexa à da academia. Ele pega um balde aparentemente vazio, se dirige a uma parte deste espaço onde as câmeras não alcançam e começa a fazer o que parece ser uma mistura de produtos. É possível ver que, conforme o homem mexe o balde, uma fumaça branca sai do recipiente.

Funcionário da academia faz mistura de produtos químicos em academia onde professora passou mal na piscina; ela não resistiu
Foto: Câmera de monitoramento/Reprodução / Estadão

Neste momento, o relógio da câmera apontava para 13h24. A aula de natação que Juliana, o marido e outros alunos participaram, na qual passaram mal, aconteceu minutos depois.

Outras câmeras internas da academia mostram que às 13h37, durante a aula, as pessoas começam a sair da piscina. Algumas aparentavam fraqueza e dificuldade, e tiveram de ser auxiliadas por outras colegas, que as puxam para fora da água.

No minuto seguinte, às 13h38, uma câmera direcionada para a saída da academia mostra que uma das alunas da natação, trajando maiô, senta no chão e demonstra precisar de ajuda.

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Ela é socorrida por, pelo menos duas pessoas. Uma delas, uma mulher que aparenta ser funcionária da academia, conversa com a mulher enquanto fala ao telefone - ao que parece ser uma ligação para acionar o resgate.

A mulher permanece sentada por cerca de três a quatro minutos, até que é levantada e um homem a ajuda a caminhar até a saída da academia.

Minutos depois, ainda é possível ver pelas imagens algumas pessoas tapando a região do nariz em sinal de proteção, além de muitos alunos da academia deixando o local em uma suposta evacuação.

De acordo com testemunhas, os alunos sentiram um forte cheiro químico na água, seguido de sintomas como queimação nos olhos e episódios de vômito.

Ao Estadão, o delegado Alexandre Bento informou que o suspeito de fazer a mistura ainda não prestou depoimento à polícia, mas deve se apresentar às autoridades nesta terça, 10, junto da sua advogada. A identidade dele não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a defesa.

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