Superlotação no sistema prisional afeta patrulhamento e gera falta de alimentação a presos em Porto Alegre

Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão, embora busque aliviar a sobrecarga do núcleo, pode agravar a situação nas delegacias

18 abr 2026 - 08h00

A superlotação no sistema prisional de Porto Alegre tem gerado reflexos diretos no trabalho das forças de segurança. Relatos apontam que ao menos seis viaturas da Polícia Civil deixaram de atuar no patrulhamento para custodiar presos em delegacias, diante da falta de vagas para transferência. Em alguns casos, detidos teriam permanecido mais de 12 horas sem alimentação, situação que levou policiais a se mobilizarem para fornecer comida.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

O cenário ocorre em meio a uma decisão judicial que determinou novas regras para o funcionamento do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional da comarca. A medida suspende, por tempo indeterminado, o ingresso de presos por mandado de prisão na unidade, mantendo apenas casos de flagrante, até que sejam transferidos custodiados que já estão há mais de 15 dias no local. Além disso, audiências de custódia relacionadas a mandados e recapturas passam a ser realizadas por videoconferência.

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Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão, embora busque aliviar a sobrecarga do núcleo, pode agravar a situação nas delegacias. Com a limitação no recebimento de presos, a tendência é que detidos permaneçam por mais tempo sob responsabilidade da Polícia Civil, aumentando a pressão sobre efetivo e estrutura, além de impactar diretamente o policiamento ostensivo nas ruas.

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