Estudante de Direito da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra contra a Rússia está desaparecido

Grupo de extensão da universidade do qual Igor Amazonas foi membro publicou nota de pesar e diz que jovem está morto; USP informou que não vai se manifestar porque não tem uma informação oficial

16 abr 2026 - 22h48
(atualizado às 22h59)
Autoridades ucranianas alertaram a embaixada brasileira em Kiev que Igor de Aguiar Amazonas está desaparecido em combate
Autoridades ucranianas alertaram a embaixada brasileira em Kiev que Igor de Aguiar Amazonas está desaparecido em combate
Foto: Reprodução/@nexogovernamental via Instagram / Estadão

Um estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) encontra-se desaparecido após ir para a Ucrânia defender o país na guerra contra a Rússia. Identificado como Igor de Aguiar Amazonas, o brasileiro recebeu o status de "desaparecido em combate" pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação.

O Itamaraty está em contato com a família do brasileiro, a quem presta assistência consular, informou o Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota. Não há informações sobre quando o jovem viajou à Ucrânia.

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O grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto publicou uma nota de pesar em que afirma que o rapaz está morto. "O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos".

A USP informou que não vai se manifestar por ora porque não tem uma informação oficial.

Em uma página com orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta que tem sido registrado aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas em nessas situações.

Afirma ainda que a a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.

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"Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas", diz o Ministério das Relações Exteriores.

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