Policial Militar é indiciado por feminicídio e duplo homicídio em caso de família desaparecida em Cachoeirinha

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas e mais de 10 terabytes de dados, incluindo quebras de sigilo, perícias e depoimentos

17 abr 2026 - 19h09

A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (17), o inquérito sobre o desaparecimento de três integrantes da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O policial militar Cristiano Domingues Francisco foi indiciado por feminicídio, dois homicídios triplamente qualificados e ocultação de cadáver. As vítimas são a ex-companheira dele, Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, que estão desaparecidos desde o fim de janeiro.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Além dos crimes principais, o PM também foi indiciado por uma série de outros delitos, como abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. De acordo com a investigação, Silvana teria sido morta dentro de casa, e o celular dela foi usado para atrair os pais ao local. Apesar das buscas realizadas ao longo dos últimos meses, os corpos das vítimas ainda não foram encontrados.

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Outras cinco pessoas também foram indiciadas por participação no caso, incluindo a atual companheira e o irmão do policial, além de familiares e um amigo, que teriam atuado em diferentes etapas, como ocultação de provas, fraude processual e falso testemunho. A polícia aponta que o crime teria sido motivado por disputa pela guarda do filho do ex-casal e por interesses financeiros relacionados ao patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas e mais de 10 terabytes de dados, incluindo quebras de sigilo, perícias e depoimentos. Segundo os investigadores, o crime foi planejado com alto nível de sofisticação, com tentativas de despistar a apuração, inclusive com uso de tecnologia e criação de versões falsas para confundir familiares e autoridades.

Mesmo sem a localização dos corpos, a Polícia Civil sustenta que há provas suficientes para comprovar a materialidade dos crimes de forma indireta, incluindo laudos periciais que confirmaram a presença de sangue das vítimas. A defesa do policial informou que aguarda acesso completo aos autos para se manifestar.

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