Operação Bulwark combate violência extrema no ambiente digital em 18 estados

Ação nacional cumpre mandados em sete cidades gaúchas, incluindo Bento Gonçalves e Arroio do Sal; quatro adolescentes foram apreendidos no RS

17 abr 2026 - 23h57

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul integrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Bulwark, uma ofensiva de larga escala coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A operação teve como foco principal o enfrentamento ao discurso de ódio, à radicalização e à disseminação de conteúdos de violência extrema na internet, com especial atenção a grupos que influenciam jovens e adolescentes em plataformas digitais.

Foto: Polícia Civil/Divulgação / Porto Alegre 24 horas

No Rio Grande do Sul, a força-tarefa cumpriu sete mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em municípios da Serra, Litoral e Região Norte: Bento Gonçalves, Arroio do Sal, Osório, Triunfo, Liberato Salzano, Estação e Erechim. A operação resultou na apreensão de quatro adolescentes em Triunfo, Arroio do Sal, Osório e Porto Alegre, além da internação de um jovem em Osório.

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Impacto Digital e Resultados Nacionais

A Operação Bulwark não se limitou ao espaço físico, atingindo diretamente a infraestrutura utilizada para a propagação de ódio e violência. Em nível nacional, os números refletem a capilaridade da rede investigada:

Contas e Servidores: 180 contas em plataformas digitais foram moderadas e 20 servidores do aplicativo Discord sofreram intervenções, afetando mais de 5.500 usuários.

Prisões e Mandados: Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, 02 mandados de prisão temporária, 03 de internação e realizadas 06 prisões em flagrante em todo o país.

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Medidas Cautelares: 20 outras ações cautelares foram impostas para interromper os processos de radicalização.

Alerta sobre Responsabilização Criminal

A Polícia Civil destaca que os conteúdos combatidos incluem o estímulo a agressões, práticas autodestrutivas, humilhações e exploração infantil. O órgão ressalta que o crime não se restringe a quem cria o material: indivíduos que compartilham, divulgam ou armazenam conteúdos de violência extrema também podem ser responsabilizados por crimes como incitação ao crime, discriminação e associação criminosa.

A orientação das autoridades é para que a população, ao se deparar com esse tipo de material, não o repasse adiante e realize a denúncia imediata através dos canais oficiais da Polícia Civil ou da Senasp. A operação busca impedir que as ameaças gestadas no ambiente virtual se convertam em tragédias no mundo real.

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