O subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio, José Carlos Costa Simonin, foi exonerado nesta terça-feira, 3. A decisão da pasta ocorreu após o filho dele, Vitor Hugo Oliveira Simonin, ser acusado de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul da cidade.
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A publicação da decisão do governador Cláudio Castro ocorreu no Diário Oficial desta quarta, 4. Na segunda, a deputada Rosangela Gomes, secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, ao qual o órgão é vinculado, já havia se manifestado sobre o caso.
“Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza. Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, declarou.
Em nota ao Terra, a pasta afirmou que a medida foi adotada no âmbito administrativo, "visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados", e reafirmou seu
compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida.
Vitor Hugo, de 18, estudava com a vítima e outro adolescente também envolvido no caso. Além dele, também é considerado foragido por participar do crime Bruno Felipe Allegretti, 18. Na terça, Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, foram presos após se entregarem à polícia. Os quatro já são considerados réus, depois da Justiça aceitar a denúncia feita pelo Ministério Público.
Já menor de idade responde por crime análogo ao de estupro de vulnerável. A apreensão dele também já foi pedida pelas autoridades.
Relembre o crime
O caso ocorreu no último dia 31 de janeiro, mas veio à tona após a Polícia Civil realizar o indiciamento, no último sábado, 28, e divulgar as identidades dos procurados. O adolescente teria atraído a vítima para a emboscada ao convidá-la ao apartamento, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, por um colega de escola, também menor de idade. A menina teria relatado que os dois tiveram um relacionamento entre 2023 e 2024.
Enquanto os adolescentes mantinham relação sexual, a vítima conta ter sido surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
“Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa.”
Até o momento, a defesa dos réus não foi localizada pela reportagem.