A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/04), a Operação Phoenix em Porto Alegre. A ação, coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), teve como objetivo desarticular um grupo criminoso envolvido em casos de tortura e tentativas de homicídio qualificado. Até o momento, as autoridades confirmaram a prisão de seis indivíduos durante as diligências.
A investigação que deu origem à ofensiva começou em fevereiro de 2026, após um crime de extrema violência no bairro Campo Novo. Na ocasião, uma jovem de 23 anos foi vítima de tortura e morta por diversos disparos de arma de fogo. O caso mobilizou o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para identificar e responsabilizar os autores do atentado.
Durante a operação, os agentes cumpriram um total de 15 ordens judiciais em diferentes pontos da capital gaúcha. O balanço parcial aponta a execução de cinco mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Além das detenções, a polícia apreendeu armamentos, quantias em dinheiro vivo, aparelhos celulares e porções de entorpecentes, que devem servir como provas no inquérito.
Segundo o delegado André Luiz Freitas, titular da 4ª DPHPP, a estratégia faz parte do Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Homicídios. A diretriz do DHPP foca na repressão qualificada contra grupos criminosos que utilizam métodos cruéis. A ofensiva busca não apenas punir os executores, mas também enfraquecer a estrutura logística das organizações que operam na região metropolitana.
PC.