Para combater roubos, furtos e a ação de gangues, a PM paulista lançou a Operação Bravo na capital. A tática adota policiais na garupa de motos, parte deles com fuzis, além do apoio de drones e helicópteros, visando dar respostas ágeis inclusive em comunidades de difícil acesso. Com foco na sensação de segurança, a operação estreou no centro expandido com 250 agentes e 150 motos, baseando sua atuação flexível nas manchas criminais para depois se expandir a outras regiões e ao interior.
A Polícia Militar paulista passará a atuar com policiais montados nas motocicletas da corporação com o objetivo de coibir a escalada de roubos e furtos em pontos da cidade de São Paulo e dar maior sensação de segurança à população. Parte dos agentes usará até fuzis.
A nova função dos agentes faz parte da Operação Bravo (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), que consiste no deslocamento de agentes, motocicletas e outros aparatos da PM (drones e helicópteros) para áreas consideradas mais críticas.
O anúncio da nova estratégia foi feito nesta terça-feira, 22, em um posto da PM em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da cidade.
Apesar do recuo da taxa geral de roubos e furtos na cidade, a percepção de violência entre os paulistanos cresce, como tem mostrado o Estadão. Entre os problemas está a ação de gangues quebra-vidro, roubos de celulares para aplicação de golpes e invasões de residências em bairros nobres, como o Morumbi.
"É importante para nós que as pessoas notem a presença do Estado. Tenho de transmitir sensação de segurança", disse o secretário da Segurança, Osvaldo Nico Gonçalves, que integra a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição.
A atuação será flexível em relação aos endereços e contingente. Nesta terça, 1º dia da operação, os agentes atuarão no centro expandido de São Paulo com 150 motos e 250 agentes. A previsão é de que a operação expanda o efetivo e se desloque para outras regiões nas próximas semanas.
A composição foi feita com efetivos pequenos de outros batalhões da PM, como Rádio Patrulha com Motos, da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e Forças Táticas, segundo a coronel Glauce Anselmo Cavalli, comandante-geral da PM paulista. "Une todas essas forças e vai aplicando com a atuação deles também de maneira modular e flexível".
Questionadas, as autoridades responderam que a escolha dos endereços foi feita com base "nas manchas criminais" da cidade, mas não especificaram os distritos que receberão o reforço do policiamento nos próximos dias, limitado a citar áreas da zona norte e zona sul. Há também a previsão de que outras áreas do Estado também recebam o reforço.
A quantidade de policiais garupas também será determinado conforme a necessidade e a ocasião. Para a operação do centro desta terça, por exemplo, o número foi de 16 garupeiros. O modelo de atuação foi inspirado no Estado do Ceará, informou a comandante-geral.
Na avaliação do coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública do Estado, as motos buscam dar resposta mais rápida, sobretudo em áreas de difícil acesso.
"Em grandes comunidades como Heliópolis e Paraisópolis que, muitas vezes, temos dificuldade de fazer a viatura entrar. Agora, com esse apoio das motos, vamos conseguir entrar no coração das comunidades para combater eventuais crimes", afirmou.