PF indicia vereador mais votado de Riozinho por fraude e compra de votos

Investigação aponta compra de votos e transferência irregular de títulos eleitorais para ampliar eleitorado do município

20 mai 2026 - 15h27

A Polícia Federal (PF) concluiu uma investigação que apura supostas fraudes eleitorais envolvendo o vereador Jonathan Ferreira (PL), eleito como o mais votado de Riozinho nas eleições municipais de 2024. O parlamentar foi indiciado por suspeita de compra de votos e participação em um esquema de transferências irregulares de domicílio eleitoral para o município do Vale do Paranhana.

Foto: Agência Brasil / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o inquérito conduzido pela Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal, cidadãos de cidades vizinhas teriam recebido pagamentos para transferirem seus títulos eleitorais de forma fraudulenta para Riozinho, mesmo sem residirem no município. A investigação também aponta casos de venda de votos durante o período eleitoral.

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Além do vereador, três eleitores foram indiciados por crimes eleitorais. Conforme a apuração, eles teriam aceitado participar do esquema utilizando informações falsas para efetivar a mudança de domicílio eleitoral. Os indiciamentos incluem suspeitas de compra de votos e uso de documento falso para fins eleitorais.

Jonathan Ferreira já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em 2025, durante uma operação que buscava reunir provas sobre supostos pagamentos para a realização das transferências irregulares de títulos.

O caso ganhou repercussão após o crescimento expressivo do número de eleitores em Riozinho entre 2020 e 2024. Segundo os dados investigados, o município registrou aumento de 14% no eleitorado e passou a ter mais votantes do que habitantes. Atualmente, a cidade contabiliza 4.537 eleitores para uma população estimada em 4.473 moradores.

As inconsistências levaram à abertura de duas frentes de investigação: uma na Justiça Eleitoral, que pede a anulação da eleição majoritária no município, e outra na esfera criminal, conduzida pela Polícia Federal para apurar possíveis crimes de fraude e corrupção eleitoral.

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