A Polícia Civil deflagrou a Operação Fortuna Reversa contra um esquema nacional de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, iniciado após um golpe de R$ 1,2 milhão em uma lotérica no Rio Grande do Sul. Com apoio do Ministério da Justiça e forças de vários estados, a ação identificou 41 suspeitos e resultou na prisão de 34 pessoas. Também foram apreendidos veículos, celulares, um notebook e drogas, enfraquecendo a organização criminosa e abrindo caminho para novas etapas da investigação.
Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul mobilizou forças de segurança em diversas regiões do país para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes digitais e ocultação de capitais. Batizada de Operação Fortuna Reversa, a primeira fase da ofensiva cumpriu dezenas de ordens judiciais simultâneas com o suporte técnico e institucional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, através do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).
O ponto de partida das investigações foi um golpe cibernético que causou um prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica situada no município de Itaara, no Rio Grande do Sul. A partir desse caso inicial, o trabalho policial rastreou a estrutura financeira do grupo, identificando 41 suspeitos envolvidos diretamente na movimentação, pulverização e branqueamento de valores ilícitos por diferentes unidades federativas.
Como resultado da mobilização nacional, 34 pessoas foram capturadas, sendo 32 por mandados de prisão preventiva, uma em flagrante delito e uma prisão de natureza cível. Além das detenções, as autoridades apreenderam cinco veículos — dois carros e três motocicletas —, além de aparelhos celulares, um notebook e cerca de 201,9 gramas de substância com características de crack, enfraquecendo a logística do grupo.
A operação contou com o apoio logístico e operacional de polícias civis de estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Maranhão, além do Distrito Federal e de delegacias especializadas do interior gaúcho. A coordenadora da ação, Delegada Carla Dolores Castro de Almeida, destacou que as medidas executadas nesta etapa abrem caminho para o aprofundamento das apurações e o desdobramento das próximas fases da operação em todo o território nacional.
PC.