Mistério cerca desaparecimento de família em Cachoeirinha há duas semanas

Vestígios de sangue, imagens suspeitas e contradições reforçam investigação por crime

7 fev 2026 - 11h20
(atualizado às 11h23)

Há duas semanas, o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família mobiliza a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e gera apreensão em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso envolve Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, que não mantêm contato desde o fim de janeiro.

Na quinta-feira (5), o avanço das investigações trouxe novos elementos preocupantes. Peritos localizaram vestígios de sangue no banheiro e na área externa dos fundos da residência de Silvana. Segundo a polícia, não foram identificados sinais evidentes de luta corporal no local.

Publicidade

Já no imóvel onde viviam os pais da mulher, os investigadores encontraram um projétil de arma de fogo. Apesar disso, a casa estava organizada e sem indícios de arrombamento, conforme relatou o delegado Anderson Spier. Diante do conjunto de evidências, o desaparecimento passou a ser tratado oficialmente como crime, com suspeitas de homicídio ou cárcere privado. A hipótese de sequestro foi descartada, já que não houve qualquer pedido de resgate.

Linha do tempo levanta suspeitas

Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, data em que publicou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito ao retornar de uma viagem à Serra Gaúcha. No dia seguinte, voltou à internet para agradecer mensagens de apoio e orações. A polícia, no entanto, confirmou que o acidente mencionado nunca ocorreu. O carro da mulher foi encontrado intacto na garagem de casa, com a chave no interior do imóvel.

Desde então, o telefone celular de Silvana permanece desligado e nenhum contato foi registrado.

Publicidade

No dia 25 de janeiro, ao tomarem conhecimento das publicações da filha, Isail e Dalmira iniciaram buscas por conta própria. Eles chegaram a se deslocar até uma delegacia, mas encontraram a unidade fechada por ser domingo. Após isso, também desapareceram.

Imagens e depoimentos sob análise

Câmeras de segurança instaladas nas proximidades da casa de Silvana registraram movimentações consideradas atípicas na noite do desaparecimento. Por volta das 20h30, um carro vermelho estaciona em frente à residência e deixa o local cerca de oito minutos depois. Às 21h28, um veículo que seria de Silvana entra na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro automóvel chega, permanece cerca de 12 minutos e vai embora.

A polícia ainda não confirmou quem conduzia os veículos nem se os carros registrados seriam distintos ou o mesmo automóvel em horários diferentes. Laudos periciais e análises técnicas das imagens seguem pendentes.

Até o momento, pelo menos dez pessoas foram ouvidas, entre elas o ex-marido de Silvana, que estava com o filho do casal, de 9 anos, no fim de semana dos desaparecimentos. O sumiço da mulher foi registrado por ele, enquanto o dos pais foi comunicado por uma sobrinha do casal.

Publicidade

A família é proprietária de um mercado em Cachoeirinha, que permanece fechado desde os fatos.

Investigação segue em andamento

Em nota, a Polícia Civil informou que continua adotando todas as medidas investigativas necessárias para esclarecer o caso. "As diligências prosseguem com o objetivo de identificar a dinâmica dos fatos, a motivação e os possíveis responsáveis", destacou a corporação.

O caso segue cercado de incertezas e mantém a comunidade local em alerta, enquanto familiares aguardam respostas.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se