Homem é condenado a mais de 18 anos de prisão por assassinar a própria mãe com 17 facadas no Norte do RS

Júri acolheu quatro qualificadoras, incluindo feminicídio; réu atacou a vítima pelas costas dentro de casa em Estação

21 out 2026 - 10h37
Resumo
Um homem de 25 anos foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato da mãe, morta com 17 facadas em Estação (RS). O Tribunal do Júri de Getúlio Vargas acolheu as quatro qualificadoras da acusação, incluindo feminicídio e motivo fútil motivado por ciúmes. A vítima já tivera medidas protetivas contra o réu. A tese de inimputabilidade da defesa foi rejeitada, mas a Justiça determinou avaliação e acompanhamento psiquiátrico para o condenado, que cumprirá a pena em regime fechado.

Um homem de 25 anos foi sentenciado a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime inicial fechado pelo assassinato de sua mãe, Liliane Maria Pimentel, de 46 anos. O julgamento ocorreu na segunda-feira (19), no Tribunal do Júri da Comarca de Getúlio Vargas. O crime, cometido no município vizinho de Estação, envolveu 17 golpes de faca contra a vítima, dos quais 12 foram desferidos pelas costas.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

A acusação foi conduzida em plenário pelo promotor de Justiça João Augusto Follador, a partir de denúncia formulada pelo promotor Fabricio Allegretti. Os jurados acataram integralmente a tese acusatória e confirmaram quatro qualificadoras:

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Feminicídio: crime praticado contra a mulher no âmbito doméstico e familiar;

Motivo fútil: ciúmes excessivos e intolerância do filho quanto à vida pessoal e aos novos relacionamentos amorosos da mãe;

Conexão teleológica: ato cometido para assegurar a execução de outro delito, pois a vítima tentou intervir para salvar uma terceira pessoa que era atacada com arma branca pelo réu;

Recurso que dificultou a defesa: a vítima foi surpreendida no interior de sua moradia e alvejada majoritariamente por trás.

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Histórico de violência e dinâmica do crime

Liliane foi morta durante a madrugada de um sábado, na residência onde vivia com o filho, no bairro Santana. Ao chegar ao endereço, a Brigada Militar deparou-se com o homem debruçado sobre o corpo ensanguentado da genitora, com uma faca ao lado. Inicialmente, as autoridades também detiveram um jovem com quem a mulher mantinha um relacionamento, que portava outra faca, até que o inquérito policial esclareceu a autoria dos golpes.

A apuração policial revelou um histórico prévio de violência doméstica. Em 2022, Liliane havia solicitado medidas protetivas de urgência contra o filho por conta de agressões e ameaças frequentes, mas a restrição não estava mais ativa na época do homicídio.

Tese defensiva rejeitada e acompanhamento psiquiátrico

Durante a sessão do júri, os jurados rejeitaram as alegações de inimputabilidade e de semi-imputabilidade sustentadas pela defesa. No entanto, diante de registros médicos apontando histórico de esquizofrenia, a presidência do júri atendeu à solicitação ministerial e determinou que o réu passe por avaliação psiquiátrica forense e receba acompanhamento médico contínuo no sistema prisional.

A prisão preventiva do condenado foi mantida para assegurar a ordem pública e a aplicação da lei, vedando a possibilidade de recurso em liberdade.

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