Polícia Civil pede ao TJ para investigar deputado após disparo em casa noturna de São Paulo

Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo acidental de arma de fogo em uma casa noturna na região do Itaim Bibi; 'Estadão' tenta contato com a defesa

20 out 2026 - 22h25
Resumo
A Polícia Civil de São Paulo solicitou autorização ao TJ para investigar o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), detido após uma confusão com disparo de arma de fogo em uma casa noturna no Itaim Bibi. A apuração aponta suspeitas de importunação sexual a frequentadoras e investiga a dinâmica do tiro, ocorrido após o parlamentar, supostamente embriagado, discutir com clientes. A defesa alegou reação adversa a remédios fortes, negou prisão e afirmou que ele foi liberado após depor.

A Polícia Civil de São Paulo pediu autorização ao Tribunal de Justiça para investigar o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL). A Justiça confirmou o recebimento do ofício, exigência decorrente do foro por prerrogativa de função do parlamentar.

O deputado foi detido na madrugada de segunda-feira, 19, após um disparo acidental de arma de fogo em uma casa noturna na região do Itaim Bibi, em São Paulo. O Estadão tenta contato com a defesa de Aguiar. O espaço segue aberto.

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Deputado foi detido após um disparo acidental de arma de fogo
Deputado foi detido após um disparo acidental de arma de fogo
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Segundo o registro da ocorrência, Aguiar aparentava estar embriagado e teria incomodado frequentadores da festa. Ele foi advertido por homens que estavam no local quando a confusão se formou. Durante a movimentação, o deputado caiu com a arma e houve um disparo.

A polícia investiga se o deputado cometeu importunação sexual contra mulheres e se o disparo foi intencional. Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar teria "cantado" uma mulher que estava em um grupo de amigos no estabelecimento. Os investigadores apuram se a abordagem configura crime de importunação sexual.

A Polícia Civil também busca esclarecer como ocorreu o disparo durante o bate-boca entre o deputado e homens que estavam na casa noturna. Uma das linhas de investigação é verificar se alguém tentou pegar a arma de Aguiar durante a discussão e se essa movimentação provocou o tiro. Os investigadores ainda apuram quem efetuou o disparo.

A assessoria do deputado, por sua vez, afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam provocado uma "reação adversa", e que se envolveu em uma discussão. Em nota, negou que ele tivesse sido preso e informou que o parlamentar prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado em seguida.

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