Homem confessa ter assassinado a arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, desaparecida desde outubro de 2025, e indica à polícia onde escondeu o corpo em uma área de mata em Marsilac, SP; ele segue preso por feminicídio.
A Polícia Militar de São Paulo prendeu neste sábado, 24, o homem suspeito de assassinar e esconder o corpo da arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, 29. A vítima, que estava desaparecida desde outubro de 2025, havia sido enterrada em uma área de mata fechada no distrito de Marsilac, no extremo Sul de São Paulo.
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A ação ocorreu após a prisão do ex-companheiro da vítima, Eurianan dos Santos, 25. O suspeito, que era considerado foragido, foi abordado e detido após uma denúncia anônima.
À PM, o criminoso confessou ter assassinado Fernanda com dois tiros e revelou ter escondido o corpo da mulher na região de mata. Ele concordou em levar os policiais até o local de desova, situado em uma área de difícil acesso, sem câmeras de segurança e longe de vias movimentadas, segundo a Corporação.
Os policiais tiveram de caminhar por cerca de 20 minutos até chegar ao local apontado pelo criminoso. Com o homem, a PM também apreendeu um revólver de calibre 38 municiado.
Após a retirada, o corpo da arquiteta foi levado para a perícia, que determinará a causa exata da morte e se a mulher chegou a ser torturada antes do assassinato.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a investigação aponta que Fernanda tenha sido sequestrada antes do homicídio, uma vez que a família perdeu contato abruptamente com a vítima, ainda em outubro de 2025.
O caso foi apresentado no 101º Distrito Policial (DP) de São Paulo, no Jardim das Imbuias. Segundo a SSP, Eurianan permanece preso e deverá responder por feminicídio, violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O criminoso já tinha histórico de violência doméstica: Fernanda tinha medidas protetivas contra Eurianan após sobreviver a uma tentativa de feminicídio, quando foi esfaqueada oito vezes. Na ocasião, ela foi hospitalizada e sobreviveu ao ataque.