Sebastián La Rosa, médico especialista em longevidade: "Sentir-se sozinho faz com que envelheçamos mais rápido, e o fator social influencia a velocidade com que as doenças aparecem"
Estudos indicam que vínculos humanos fortalecem o corpo e a mente, ampliando a qualidade de vida ao longo dos anos
Quando pensamos em longevidade e em como viver mais anos, a primeira coisa que costuma vir à cabeça é manter uma alimentação saudável, praticar exercícios e ter bons hábitos de sono. Segundo explica o médico Sebastián La Rosa, especialista em longevidade, nesta entrevista, "a grande lição de tudo o que envolve longevidade é que 85% dos resultados podem ser alcançados com boa qualidade de sono, boa alimentação e atividade física adequada, sem a necessidade de acrescentar muito mais".
No entanto, existe um fator igualmente poderoso e talvez menos conhecido, que o médico também inclui na lista de hábitos para viver mais e melhor: as conexões sociais.
"Algo que tende a ganhar cada vez mais relevância — e é uma aposta minha para o futuro — são novos mecanismos de envelhecimento, entre eles o isolamento psicossocial. Estar separado dos outros e sentir-se sozinho, mais do que estar fisicamente só, faz com que envelheçamos mais rápido", explica La Rosa.
As conexões sociais e a ausência da sensação de solidão exercem forte influência sobre como e quanto vivemos. Hoje, a longevidade não é medida apenas em anos, mas também em qualidade de vida.
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