Funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, na tarde desta quarta-feira, 5, em assembleia, encerrar a paralisação das operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, em São Paulo. Iniciada na terça-feira, 4, a greve afetou mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com a CPTM. A operação deve retornar imediatamente para, assim, garantir a volta dos trabalhadores para casa no horário de pico.
A assembleia que decidiu pelo fim da greve foi realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, centro da capital, e marcada por momentos de tensão e muita discussão. A decisão dos ferroviários foi tomada depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que apresentaria um projeto de lei para garantir que os empregos da CPTM seriam absorvidos após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à concessionária Trívia Trens. A medida também contempla a linha 10-Turquesa (ainda sob operação da companhia).
- A linha 11-Coral liga as estações Palmeiras-Barra Funda com a Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo;
- A linha 12-Safira conecta a região central da capital, no Brás, com a região leste da cidade e municípios como Itaquaquecetuba e Poá, na Grande SP;
- A Linha 13-Jade é uma das vias entre São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.
O segundo dia da greve foi marcado por vias congestionadas na cidade e aumento nos preços de corridas por aplicativo - usuários chegaram a relatar valores quatro vezes mais altos do que o habitual. Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que as empresas associadas - como 99, Uber, Lalamove, entre outras - operam modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos usuários por viagens com a oferta de motoristas.
CPTM retoma operação de linhas
Desde o último dia 24, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A companhia ficará à frente do serviço por 90 dias.
A decisão foi tomada após falhas nas operações na mesma semana em que a Trivia Trens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, no dia 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, gerando transtornos entre os passageiros e no transporte público da capital.
Durante a assembleia desta quarta-feira, os trabalhadores também votaram para não operar mais os trens com funcionários da Trivia assistindo ao trabalho até o projeto de lei ser aprovado.