O dia 9 de julho é feriado em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. A data magna paulista celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, um levante armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas.
O que motivou o conflito
Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder, derrubou o então presidente Washington Luís e impediu a posse de seu sucessor, Júlio Prestes. Durante o governo provisório, a autonomia dos Estados sofreu redução e interventores receberam nomeações para governar os territórios.
A insatisfação paulista culminou em um protesto no dia 23 de maio de 1932, no centro da capital. Na ocasião, tropas getulistas mataram quatro jovens estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais de seus nomes formaram a sigla MMDC, que virou o símbolo do movimento.
O levante armado
O levante teve início oficialmente em 9 de julho, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes. As forças paulistas iniciaram uma marcha rumo ao Rio de Janeiro. O movimento perdeu força após não receber o apoio de outros Estados e terminou em 2 de outubro de 1932, com a rendição do Exército Constitucionalista.
O conflito deixou mais de 900 mortos, dos quais aproximadamente 600 eram constitucionalistas. Apesar da derrota militar, os paulistas conquistaram avanços políticos, como a convocação de uma Assembleia Constituinte e a promulgação da Constituição de 1934.
Criação do feriado
O dia 9 de julho virou feriado civil no Estado apenas em 1997. A oficialização ocorreu por meio da Lei 9.497, promulgada pelo então governador Mario Covas.