Corpo de corretora desaparecida é encontrado esquartejado; vizinhos são suspeitos de latrocínio

Familiares da corretora Luciani Estivalet notaram que havia algo errado após mensagens com erros gramaticais enviadas do celular dela

13 mar 2026 - 12h22
Corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida em Florianópolis (SC) desde a última semana
Corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida em Florianópolis (SC) desde a última semana
Foto: Reprodução/Instagram:@lucianiestivalet

A corpo da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que estava desaparecida em Florianópolis, foi encontrado esquartejado, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina confirmou ao Terra nesta sexta-feira, 13. Vizinhos da vítima são suspeitos do crime de latrocínio. Três das pessoas apontadas como envolvidas já foram presas.

Luciani morava sozinha em um residencial e estava desaparecida pelo menos desde o dia 5 de março, quando foi vista pela última vez. Segundo a Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), responsável pelo caso, após a família registrar o desaparecimento, foram identificadas compras realizadas com os dados da vítima, principalmente em plataformas de comércio online.

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No dia seguinte, policiais da DRAS descobriram que um adolescente retirava as mercadorias em diferentes locais na região norte da ilha. O rapaz morava no mesmo residencial de Luciani.

Também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 em Laranjal Paulista, quando um proprietário de padaria foi morto com um tiro na cabeça. Ele e a companheira, de 30 anos, residiam também em apartamento vizinho ao da vítima.

No dia 11, a investigação encontrou indícios de que a administradora do residencial, uma mulher de 47 anos e parente dos proprietários, estaria associada ao casal, beneficiando-se das compras feitas em nome de Luciani. Policiais localizaram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento desocupado e sob responsabilidade da mulher. Ela foi presa em flagrante e levada ao sistema prisional.

Enquanto isso, o casal tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas foi capturado em Gravataí por policiais rodoviários federais.

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As investigações também indicaram que o tronco de um corpo feminino encontrado em Major Gercino no dia 9, com sinais de esquartejamento, pertencia a Luciani. Segundo a polícia, outras partes do corpo foram levadas até uma ponte na zona rural e jogadas em um rio, divididas em cinco pacotes pelo casal e pelo adolescente. Buscas ainda estão em andamento para localizar os demais restos mortais.

O caso contou com apoio da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), da 8ª Delegacia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de São João Batista e da Polícia Rodoviária Federal.

Família suspeitou de desaparecimento após mensagens estranhas

De acordo com familiares, um boletim de ocorrência foi registrado no início da semana, depois que os irmãos passaram a desconfiar que outra pessoa estava usando o celular de Luciani. O irmão da vítima, Matheus Estivalet, relatou que a suspeita surgiu após mensagens com erros gramaticais incomuns, como “pesso” em vez de “peço” e “precionando” no lugar de “pressionando”.

Luciani trabalhava como corretora e administradora de imóveis na região da Praia do Santinho, em Florianópolis, e também gerenciava propriedades no Rio Grande do Sul.

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Em nota à imprensa, Matheus afirmou: “Luciani era filha, irmã, amiga. Uma mulher cheia de vida, carinho e sonhos. Nada, absolutamente nada, justifica uma crueldade dessa dimensão. Nossa família pede justiça.”

Fonte: Portal Terra
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