Psicólogo e mestrando na Universidade Federal da Bahia morre no Recôncavo Baiano

Manoel Rocha Reis Neto faleceu em Santo Antônio de Jesus e foi sepultado em Amargosa, sua cidade natal

20 fev 2026 - 14h06
Foto: Reprodução/Instagram/@manoelnetopsi

Manoel Rocha Reis Neto, psicólogo e mestrando da Universidade Federal da Bahia (UFBA), morreu aos 32 anos em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, na última terça-feira, 17. Ele foi sepultado no dia seguinte em Amargosa, sua cidade natal. O caso foi registrado como suicídio pela Polícia Civil.

Adailson era o atual presidente da Associação das Vítimas da Contaminação por Chumbo, Cádmio, Mercúrio e Outros Elementos (Avicca) e se consolidou como a principal liderança na batalha por justiça contra o legado deixado pela atividade industrial na cidade. É o que diz a UFBA em nota de pesar emitida na quinta-feira, 19.

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Atenção! Em caso de pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, por e-mail, chat ou pessoalmente. Confira um posto de atendimento mais próximo de você (clique aqui).

“Ao longo de décadas, sua figura e voz firme tornaram-se sinônimos de resistência para centenas de famílias que sofrem com as consequências de um dos maiores crimes ambientais do Brasil”, complementa a instituição, explicando que ele denunciou com persistência casos de contaminação de metais pesados na cidade.

“Em profundo agradecimento por sua coragem e trajetória em prol da luta comunitária santo-amarense, a UFBA encaminha suas solidariedades aos familiares, colegas e amigos de Adailson”, finaliza a faculdade.

Manoel foi aprovado para o programa de mestrado em Psicologia na UFBA no último dia 29. “Pesquisar o que pesquiso deixou de ser só trabalho — embora seja, e muito — e virou gesto, travessia, modo de existir. A pesquisa se fez chão onde o sonho pudesse pousar”, chegou a escrever ao publicar sobre a conquista nas redes sociais. 

O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) também se manifestou. “Com atuação na psicanálise, ele construiu uma prática profissional comprometida com a escuta ética, o cuidado e a promoção da saúde mental. Sua atuação também foi marcada pelo engajamento na luta por uma sociedade antirracista, contribuindo ativamente para o fortalecimento de debates e práticas alinhadas à justiça social e à equidade racial”, afirmou, se solidarizando com todos que “tiveram o privilégio de conviver com sua presença”.

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A última publicação de Manoel nas redes sociais contou com um relato de racismo sofrido no carnaval, em uma camarote. Ele usava seu perfil para compartilhar mais sobre suas frentes de atuação como psicólogo. 

Fonte: Portal Terra
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