A Toyota, que nasceu como fabricante de teares antes de se tornar a maior montadora do mundo, resgatou parte valiosa de sua história ao transportar uma histórica prensa Komatsu de 700 toneladas do Brasil para o Japão. A operação, realizada em 2024 após o fechamento da fábrica paulista que funcionou por 60 anos, levou o maquinário de volta à sua terra natal depois de quase um século e 13 mil quilômetros percorridos, simbolizando a preservação do legado industrial e da tradição da marca.
Se você já pesquisou um pouco sobre empresas japonesas, deve ter notado que muitas líderes mundiais foram fundadas com um objetivo completamente diferente do que têm hoje. A Sharp começou inventando a primeira lapiseira e a Nintendo, produzindo cartas de baralho.
Não é surpresa que a Toyota, a maior fabricante de automóveis do mundo, tenha tido a mesma trajetória. Na década de 1920, a empresa fabricava teares e se chamava Toyoda. Manteve esse nome na época e continua sendo até hoje, pois o Tear Automático Toyoda ainda está em produção.
Essa empresa recebeu o nome de seu fundador, Sakichi Toyoda, que é um dos ancestrais de Akio Toyoda, o atual presidente da empresa, e pai de Kiichido Toyoda. Hoje, a Toyota é a maior fabricante de automóveis do mundo, e seu nome vem do fato de que seus kanjis exigem oito traços (um número considerado de sorte no Japão), e Kiichido interpretou isso como um bom presságio para a criação de uma nova empresa.
O legado daqueles tempos é em grande parte filosófico, mas algo tangível permanece. Embora hoje a Toyota seja uma gigante com mais de 70 fábricas espalhadas pelo mundo, há algo que ela herdou quase um século depois: um legado de 700 toneladas: a prensa Komatsu.
Noventa anos
Em 2024, a Toyota havia se proposto um desafio gigantesco: transportar uma máquina de 700 toneladas do Brasil para o Japão.
A empresa havia se proposto algo que só se faz quando se tem um amor especial por algo. Sua fábrica em São Paulo teve que fechar as portas após 60 anos de ...
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