Se a pergunta é quanto tempo a gasolina vai durar na Europa enquanto a guerra com o Irã continua, não há uma resposta clara, mas há uma data importante

O J.P. Morgan alerta para um "choque sequencial" nos preços do petróleo que se espalhará da Ásia para a Europa durante o mês de abril; O último grande influxo ocorreu em 28 de fevereiro, e agora tudo depende do clima e das reservas

3 abr 2026 - 10h15
Foto: Xataka

Quase 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Seu fechamento interrompeu uma das rotas energéticas mais importantes do planeta e desencadeou uma contagem regressiva global com datas específicas, de acordo com uma análise de especialistas do J.P. Morgan publicada em 26 de março.

O relatório indica que o sistema energético entrou em uma "fase crítica", já que o último grande fluxo de petroleiros partiu em 28 de fevereiro e, desde então, o mercado tem dependido do que já estava a caminho.

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É uma contagem regressiva silenciosa: o petróleo continua chegando, mas a oferta diminui diariamente. O J.P. Morgan ilustra isso com um mapa que mostra como a oferta está sendo reduzida por região à medida que os dias passam.

O petróleo continua chegando, mas a oferta diminui diariamente, e datas importantes foram definidas

A análise do J.P. Morgan, um dos bancos de investimento mais influentes do mundo e uma autoridade líder em mercados de energia, não é um estudo acadêmico, mas sim um relatório acompanhado de perto por governos e grandes investidores que antecipa tendências importantes.

O cenário apresentado aponta para uma mudança: o sistema passou de um problema de fluxo para um de reservas cada vez menores, onde o fator crucial não é mais a quantidade de petróleo disponível, mas por quanto tempo ele continuará chegando.

E esse prazo não é o mesmo para todos. Na Ásia, a primeira região a sentir o impacto entre o final de março e 1º de abril, ele seria iminente.

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