Políticas antielétricas de Trump: por que a Tesla não tem outra escolha a não ser produzir suas baterias na Alemanha a partir de 2027

A mudança é tanto industrial quanto política: enquanto os Estados Unidos endureceram sua posição em relação aos veículos elétricos desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Tesla prepara uma grande mudança estratégica na Europa; A partir de 2027, a fabricante planeja produzir baterias diretamente em sua fábrica alemã em Grünheide; Essa decisão é motivada por geopolítica, concorrência chinesa e o colapso das vendas na Europa

20 jan 2026 - 14h13
(atualizado às 16h13)
Foto: Xataka

Nas últimas semanas, a notícia tem circulado insistentemente nos círculos industriais alemães. A Tesla não se contenta mais em simplesmente montar carros na Europa: a fabricante americana está se preparando para produzir suas próprias baterias no país, diretamente em sua fábrica alemã em Grünheide, a partir de 2027. Revelado pela agência de notícias DPA e noticiado pela Bloomberg, o projeto está longe de ser insignificante. Este desenvolvimento é altamente significativo, revelando um cenário internacional em rápida transformação, onde a política americana, a estratégia europeia e o domínio chinês no mercado de baterias estão convergindo.

Grünheide: de fábrica de montagem a local de produção de baterias (parcialmente)

Nesta fase, a Tesla almeja uma capacidade anual de aproximadamente 8 GWh, o suficiente para equipar quase 130 mil veículos, principalmente Model Y produzidos localmente. Isso está muito longe das ambições iniciais da Gigafábrica de Berlim, que previa integrar até 50 GWh de células no início da década de 2020, antes que o projeto fosse amplamente redirecionado para os Estados Unidos.

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Segundo diversas fontes do setor, a adaptação da fábrica alemã representaria um investimento próximo a um bilhão de euros, distribuído em várias fases. Uma quantia considerável, mas nada comparada às megafábricas na Ásia ou nos Estados Unidos. A Tesla manteria o foco em uma estratégia direcionada: garantir parte do seu fornecimento europeu, em vez de criar um centro de exportação.

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