Um estudo liderado pelo Instituto Max Planck revelou que as gotas de chuva podem danificar a pintura dos carros através de eletricidade estática. Além dos desgastes mecânicos, da acidez e da oxidação já conhecidos, os cientistas descobriram que as gotas se eletrizam ao deslizar sobre superfícies isolantes. Esse fenômeno gera descargas elétricas de mais de 1.000 volts que funcionam como arcos elétricos, sendo capazes de perfurar e deteriorar os revestimentos anticorrosivos dos veículos.
Proteger a pintura de um carro envolve vernizes de qualidade, lavagens frequentes e até capas protetoras. Mas, de acordo com um estudo publicado na Nature e divulgado pela Ars Technica, existe uma ameaça que ninguém parece considerar: as próprias gotas de chuva. Não da maneira que imaginamos.
E se a chuva danificasse os carros não apenas pelo sal dissolvido e pela acidez que carrega, mas também pela eletricidade que transporta? Essa é a conclusão surpreendente de um estudo publicado em 26 de agosto de 2016 na revista Nature, liderado por uma equipe do Instituto Max Planck de Pesquisa de Polímeros (Mainz, Alemanha), em colaboração com a Universidade de Bonn, a Universidade de Tecnologia da China Meridional, o MIT e a Universidade Johannes Gutenberg de Mainz.
Gotículas que perfuram o revestimento como um arco elétrico
Até agora, a corrosão causada pela chuva era explicada por três mecanismos conhecidos: os sais e ácidos dissolvidos na água, o desgaste mecânico repetido das gotas ao caírem sobre uma superfície e a oxidação resultante devido ao oxigênio ambiente. A maioria dos revestimentos anticorrosivos, como tintas ou filmes de polímero, são projetados com base nesses princípios.
A equipe liderada por Zhongyuan Ni, Rüdiger Berger e Hans-Jürgen Butt identificou um quarto mecanismo, até então negligenciado: a carga elétrica. Quando gotas de água deslizam sobre superfícies isolantes, elas se eletrizam espontaneamente, um fenômeno semelhante à eletricidade estática gerada ao esfregar ...
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